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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Esta foi à sugestão de post do Hugo Borges. Ele segue o Isca do Jornalista no Facebook. Siga o blog AQUI.

O Hugo Borges é radialista, deve ter noções mínimas de filmagens. Mas transformar isso em negócio exige muita reflexão. Primeiro é preciso saber se vai trabalhar com animações ou vídeos reais, como casamentos, feiras, cultos, festinhas de criança e etc. Segundo, saber o público alvo. Exemplo: é para TV ou para internet.

Sabendo para quem você vai trabalhar, é hora de escolher bem os equipamentos. As câmeras DSLR atendem bem às duas demandas e pode ser um bom começo.

Montar uma produtora pode ser um negócio bem rentável, principalmente com a lei 12.484, que obriga todas as emissoras do país, seja aberta ou não, a comprar programas de produtoras independentes. Tem ainda a internet, que pode ser um bom nicho.

Recomendo a leitura deste artigo para melhor compreensão do assunto.

Se puder investir um pouco mais, leia o livro "Faça Seu Filme", de Érico Alessandro. Baixe AQUI

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

- Bom dia meu amigo!

- Bom dia! Só não entendi o meu amigo? Te conheço de onde?

- Eu sou desta rua, moro naquela casa ali ó.

- Engraçado, moro aqui há cinco anos e nunca o vi nesta rua.

- É que trabalho muito de dia e a noite faço alguns trabalhos na comunidade do Norte da cidade.

- Oxente! Poderia fazer uns trabalhos comunitários aqui. Tantos adolescentes sem o que fazer.

- É que eu comecei por lá e preferi manter o trabalho.

- E que trabalho é esse?

- Bom, trabalho como servidor público

- Perguntei o sobre o trabalho comunitário que o senhor faz na Zona Norte.

- Ah bom! Éééé

- É o que?

- Peraí, esqueci o nome

- Como assim esqueceu o nome do trabalho?

- Trabalho com reciclagem

- Reciclagem né?

- Isso

- Eu não vou votar no senhor não!

- Como o senhor sabe que sou candidato? E por que não vai votar na minha pessoa?

- Eu sei que o senhor não mora aqui, mora na Zona Norte. Sei que o seu trabalho de reciclagem não é comunitário, pois cata latinhas para ganhar dinheiro.

- O senhor me julga pelo que faço e por que tantas perguntas?

- Foi uma oportunidade que dei para o senhor mostrar que é diferente dos outros, mas com tantas mentiras não fará a tal mudança de seu slogan de campanha. Agora, me dê licença, preciso me recompor para testar outro colega seu, que já está na sua suposta casa, falando com o meu pai.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Você passa um ano (ou até mais) esperando por trinta dias (ou vinte) longe do chefe, dos colegas, da rotina profissional. Na semana que antecede a tão esperada férias parece que os minutos rastejam para completar o ponteiro do relógio.

Quando, enfim, você está de férias não vê nada de diferente nos quatro primeiros dias. Até que raia o quinto dia. Você não está na empresa. O que fizer não terá ligações com ela. E o pior: não tem nada para fazer de forma oficial. É tudo parecido com o amistoso Argentina e Brasil: sombrio.

É a partir deste dia que você descobre estar totalmente voltado para o trabalho. Que gosta do seu chefe, dos colegas e acredite: da rotina profissional. Coisas de humanos, seres que não sabem o que querem e quando sabem prefeririam desconhecer.

A partir do quinto dia você olha para as quatros paredes do quarto, cansado olha as da sala, vai para cozinha, volta para o quarto, passa pelo banheiro e faz uma importante descoberta: além de ouvidos, as paredes têm boca. E o concreto te ordena: pare de me olhar!

Então você vai escrever no seu blog e percebe que, exceto o terceiro parágrafo, é tudo mentira. Que você está amando as suas férias e que escreve essas coisas para ver se o tempo anda mais devagar.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

São 5h da madruga - calma, não vou imitar cantor de sei lá o que, que repete a mesma coisa o tempo todo - e estou aceso, sem um pingo de sono.
A última vez que varei a madrugada imerso em meus pensamentos e olhos vigilantes estava solteiro.

Teve uma época em que eu era um insone disciplinado. Não perdia a oportunidade de imitar as corujas.

Mas os tempos mudaram.

Trabalhar no período noturno podia até me manter acompanhado da lua, mas chegar uma hora da manhã após um longo dia (noite) de labuta me leva a crer que há um ímã entre o fim da jornada e a cama.

E casei. Minha esposa tem sono mais leve que folha seca, e por razões existenciais é melhor não atrapalhar seu momento zen com insônia desnecessária.

Depois de tanto tempo acostumado a romper o silêncio da noite com meu ronco possante, voltei a passar a noite em claro.

Ouvi música ou ler textos, sempre funcionavam. Contar carneirinhos normalmente me mantém aceso, nunca consigo acerta a sequência e acabo voltando ao Carneiro um.

Mas hoje era para relembrar os velhos tempo. Ouvi os sapos em plena metrópole. Tentar aprender outra língua - como disse: tentar. Ouvir canto dos pássaros ao nascer do dia.

E escrever baboseiras. Não poderia deixar passar esta oportunidade de tirar as teias de aranha deste blog.

 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Jornalista, ele começou na blogosfera como muitos, após ser demitido. Cláudio Nunes viu que dava para reportar sem estar preso a uma redação.

Após entrevistar os jornalistas Susane Vidal, Fredson Navarro (jornalistas em Sergipe) e David Coimbra (jornalista no Rio Grande do Sul), o Isca do Jornalista entrevista com o jornalista Cláudio Nunes.
Polêmico, ele conta como desde de 2006 atualiza seu espaço na internet.

1 - Como surgiu a ideia de criar um blog?
Em 2006, após ser demitido pela primeira vez na minha carreia profissional, no Jornal do Dia, onde a coluna que escrevi estava repercutindo mais do que a coluna que deveria ser a “principal”. Passei por vários jornais e a TV Sergipe e pedi demissão de todos. Neste período ainda estava no comando da assessoria da Câmara de Aracaju e o jornalista Ivan Valença fez o convite para iniciar o blog na Infonet. Pensei um pouco e vi que pelo menos lá não sofreria censura ou teria um texto retirado da coluna. Comecei em 15 de maio de 2006 e o sucesso foi tanto, principalmente durante a campanha eleitoral, onde vários veículos não noticiavam alguns assuntos políticos, que em dezembro lancei um livro com os melhores textos do ano. De lá para cá recebi convite para retornar para um jornal diário, mas recusei. Se retornar a um jornal diário não abrirei mão do blog. Nestes cinco anos na Infonet nunca sofri qualquer tipo de censura.

2 - Você vive do blog?
Há dois anos abri mão de trabalhar em assessorias de comunicação. A última foi a da Câmara de Aracaju. Sempre recebo convites para assumir cargos, mas optei pelo fortalecimento do blog na Infonet, já que, mesmo com o sacrifício profissional, o retorno financeiro é satisfatório. Passei bom tempo da minha carreira a maioria dos anos trabalhando em três locais. Era uma correria diária com o sacrifício da família (as vezes só via os filhos aos finais de semana). Consegui conquistar o espaço com muita luta e trabalho. Tenho uma pessoa para selecionar os e-mails que recebo (são muitos diariamente). Essa filtragem ajuda muito no trabalho final. Tenho um compromisso profissional em Salvador, desde 2010, numa grande agência de publicidade. A vantagem da Internet ajuda muito no trabalho. Você escreve e atualiza o blog de qualquer local. Começo a escrever no final da tarde. Pela manhã, logo cedo, às 4hs, dou uma lida nos principais jornais do país e faço a atualização da coluna. Se demorar para inserir a coluna na rede recebo, por e-mail, reclamação de alguns leitores.

3 - Você já trabalhou em diversos meios de comunicação, o que difere do seu trabalho no blog?
Sem duvida nenhuma a interação com o leitor. Tem leitor que “conversa” diariamente através de e-mail. Sugere, envia textos e critica quando não falo de determinado assunto. A cobrança do leitor é diária. Quando comecei abrir logo o espaço “Do Leitor”, acho que foi importante para aumentar a interação. Não é como o jornal, que em outro dia ninguém fala mais nada. Na Internet muitas vezes algo que escrevi há uma semana continua repercutindo entre os leitores. Nada supera a Internet na área de disseminação de conhecimento e interação.

4 - Notícias com comentários já lhe renderam algum problema?
Por conta da divulgação e análise da Operação Navalha foram muitos processos. Ainda bem que ganhei a maioria, mas quando você perde, quando mexe no bolso é complicado. Por conta do espaço “Do Leitor”, tive alguns processos judiciais porque assumi a responsabilidade dos textos. Não posso quebrar essa fidelidade com o leitor que é minha principal “fonte” de informação. Mas nada fará que mude o perfil do blog:
interação constante, transparência e total abertura do espaço.

5 - Qual sua inspiração ao produzir diariamente o blog?
Não é apenas o compromisso com o leitor. Tem uma frase de Confúcio que resume o meu trabalho que fiz questão de citar no meu livro: “Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida”. Não encaro acordar logo cedo, de madrugada, dá uma lida nas noticiais dos principais jornais do país e depois botar o blog na rede como trabalho. Sempre deixo claro para os leitores que é um blog opinativo. É a opinião minha dos diversos fatos, principalmente políticos, que acontecem em Sergipe. No final de 2006, no lançamento do livro, vendi cerca de 300 livros no dia. O gratificante foi que lá estavam dezenas de pessoas que não conhecia. Eram leitores de todas as faixas de idade. Isso faz manter não só a inspiração, mas a certeza que estou no caminho certo.

6 - Na novela da Globo: Insensato Coração, havia um personagem de Cássio Gabus, que era jornalista blogueiro, você se viu no personagem?
Não, raramente assisto alguma novela, não apenas pelo tempo, mas porque opto pela leitura. A última que assisti alguns capítulos, principalmente pelas imagens de Sergipe, foi Cordel Encantado.

sábado, 15 de outubro de 2011

A resposta é simples: em uma loja de vestuário ou calçado. Meu pai só constatou isto um dia desses, procurando minha mãe por tudo quanto era lugar até que o orientei: vá para uma loja que tenha algum manequim! E lá estava ela.

Eu sei, eu sei, que em lugares como o aeroporto de Aracaju a tarefa é simples. Com no máximo duas lojas do gênero, é fácil encontrar a mulher perdida. Mas a orientação vale para qualquer lugar, inclusive os shopping.

Caso você não tenha saco para procurar pela esposa, mãe, irmã ou algo do gênero (como é o meu caso), vá para os lugares onde os homens gostam de estar, como concessionárias de veículos. Quando elas quiserem ir embora já conhecem o endereço. Até porque não será a sua pressa que o fará chegar cedo em casa.

Elas mandam, esqueceu?

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Calma! Calma! Calma! Não estou falando que pegar uma corda, amarrar no pescoço e apertar seja prazeroso. É a forma aplicada que damos ao matar por asfixia as sextas e segundas. O enforcamento que dá prazer tem um nome menos agressivo: feriadão.

Se o feriado é na quinta-feira ou na terça-feira, é líquido e certo que a sexta e a segunda seguinte será um dia a mais para o descanso. Foi exatamente isso que fiz este final de semana.

No primeiro dia do mês afirmei que estava de férias do blog por quinze dias, se é que posso dizer férias para serviços não remunerados. Só que dia 15 caiu em uma quinta-feira.

Assim, este blogueiro enforcou a sexta, o sábado, o domingo e a segunda. E só não matou a terça, pois nasceu a ideia de escrever este texto.

Em fim, estou de volta.

quinta-feira, 9 de junho de 2011




Este blogueiro andou cansado de escrever. Até que vinha umas ideias, mas na hora de virtualizar na rede mundial de computadores uma senhora chamada preguiça pegava sua vassoura e mim ameaçava. Pensei até em desativar a bagaça.

Mas assim como futebol, política e álcool, blog vicia. As autoridades de saúde devem prestar mais atenção a esse mal. Se usuário de crack tem que ser internado, blogueiro não pode ser ameaçado por uma tal de preguiça.

É isso. Estou de volta e espero com regularidade, com a mesma garra, com a mesma vontade de blogar, com a mesma técnica. Mas espera aí! Por que blogueiro tem mania de comparar sua atividade com outras profissões?

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

sábado, 5 de março de 2011



Fredson Navarro ladeado por Suzane Vidal e Glice
Ainda não tem seis meses à frente do conteúdo do Emsergipe.com, mas é inegável a relação Fredson Navarro com o Portal filiado à Globo.com em Aracaju. São cinco anos produzindo, editando, e publicando notícias de todos os tipos e editorias. Aliado a função jornalística, Navarro escreve um blog, no próprio Portal e sempre esteve entre os cinco mais lidos, além de prêmios. Para o blog Isca do Jornalista ele fala como alia conteúdo jornalístico e blog, ambos on line e afirma: tem gente que pensa que ele é só blogueiro.

Confira a entrevista

Isca do Jornalista - Por que criou o blog?


Fredson Navarro - Eu sempre estive ligado as tendências tecnológicas. Em 2004 a novidade era o Fotolog, fui um dos primeiros de Sergipe a criar o meu e atualizava com frequência, mas sentia falta de espaço para escrever, recebia muitos cometários, após dois anos surgiu o blog, que na verdade é uma extensão do fotolog, além de postar fotos permite posts de textos e vídeos. Criei em 2007 e acabei abandonando o fotolog, A novidade agradou a muita gente, eu fiquei encantado e queria atualizar todos os dias, posteriormente, o blog começou a perder espaço para as redes sociais.

IJ - O que te inspira a escrever?

FN - Tudo pode ser notícia em meu blog. Escrevo notícias/comentários de celebridades a política. Gosto de falar sobre a minha impressão sobre determinados assuntos e notícias em primeira mão, além de postar fotos e vídeos. A inspiração vem do interesse das pessoas que me acompanham. Notícias sobre personalidades são bem aceitas e comentadas.

Navarro na entrega do prêmio Twitter de Sergipe
IJ - Você já trabalha com notícia on line, como tentar diferenciar seus textos do blog para os textos do emsergipe.com?

FN - No jornalismo sou totalmente imparcial, minha função é apurar os fatos e levar ao conhecimento público, apenas fatos, respeitando e ouvindo todos os lados. Sem "puxar sardinha" para nenhum grupo político por exemplo. No blog eu sou apenas um internauta que comenta os fatos, não preciso exatamente ouvir os envolvidos. Ao mesmo tempo que posso escrever para o portal sobre o Pré-Caju, posso escrever para o blog, a diferença é que no blog eu posso dar a minha opinião, falar quem (na minha opinião) se destacou ou quem ficou à desejar. Posso falar que esperava mais de tal artista ou que ele me surpreendeu, posso elogiar ou criticar a organização do evento.

IJ - Seu blog está entre os cinco blogs do emsergipe.com mais vistos. Fale qual é o segredo:

FN - Acho que é falar sobre assuntos que as pessoas gostam de ler e comentar. Quando percebo que as pessoas estão comentando, comemoro. É sinal de que o post agradou, as pessoas podem concordar ou não, cada um tem o espaço para expor sua opinião, mas a participação é fundamental. Em 2008, meu blog ficou em terceiro lugar no Prêmio iBest do IG.

IJ - Alguma história inesquecível com o blog?


FN - Trabalho com o jornalismo há quase 10 anos e fico surpreso quando conheço alguém que diz que acompanha meu trabalho e me associa apenas ao blog. Há dois meses conheci um policial da CPRV, ele disse que acompanha meu trabalho há muito tempo, fiquei muito feliz, perguntei qual matéria feita por mim, ele destacaria. Ele citou várias do blog e disse que queria que eu escrevesse mais. Eu expliquei que faço matérias diariamente para o portal e falei um pouco sobre a nossa rotina. Ele se surpreendeu e disse que não sabia, achava que eu fazia apenas o blog. Me diverti com isso.

Navarro no início da carreira
IJ - Você tem bom relacionamento com as celebridades (artistas, políticos, twitteiros), qual deles já pediu um post?

FN - Muita gente me pede que eu post notícias, inclusive pedem que eu elogie ou fale mal de alguém, mas esse não é o meu foco, posso até fazer críticas, mas sempre com muito respeito e não aceito esse tipo de sugestão. Durante os dois últimos pleitos recebi muitos e-mails, telefonemas com pedidos para eu falar "bem" sobre eles em meu blog, mas sou muito ético com relação a isso. Muitos artistas também entram em contato comigo. No mês passado, a dançarina Lelê me procurou e pediu para falar pela primeira vez sobre a sua saída do É o Tchan. Seu pedido foi aceito prontamente, entrevistei ela e postei no blog, foi um sucesso, suas declarações foram reproduzidas por dezenas de sites e portais da Bahia. Para mim isso é uma resposta de um trabalho realizado com muita dedicação e respeito a todos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010



Não conheço a Renata Miranda pessoalmente, mas me arrisco a dizer que a conheço. Mãe do Guilherme, mora no interior do Rio Grande, formada em administração. Renata escreve um dos blogs mais engraçados e ao mesmo tempo um dos mais conceituados da web. É só ler as perguntas que fazem a ela.

Sincera ao extremo, já falou dos amores, dos cuidados com o filho, dos pais, da vida na capital e no interior. Mas o blog já lhe deu algumas complicações, tanto que já fechou algumas vezes, mas sempre reabre o esconderijo para almas que fogem da efemeridade da rede mundial de computadores.

Confira a entrevista com Renata sobre o seu esconderijo

Isca do Jornalista - Por que esconderijo?

Renata Miranda - O critério para escolher o nome do meu blog foi demonstrar a minha personalidade através de um deboche, por isso Esconderijo, pois é impossível se esconder na internet. Porém esse nome pode ser interpretado de outra forma, ou seja, é um dos meus Esconderijos prediletos, onde me escondo atrás de uma URL simpática.

IJ - Você costuma se expor, já se arrependeu de alguma coisa que escreveu?

RM - Sim, me exponho. Mas bem menos que no início do blog. Deletei o blog duas vezes e recomecei com um novo formato tentando escrever em terceira pessoa não só situações que ocorrem comigo como fatos que acontecem com outras pessoas. Muitas vezes quando leio um texto meu de dois anos atrás percebo que está ridículo e que é melhor apagar. O bom disso é que minha teoria de que estamos mudando constantemente é confirmada. Ainda bem!

IJ - Você já informou que iria parar algumas vezes, o que te fez voltar?

RM - O prazer da escrita, de ser lida, de interagir com os leitores. Provocar reações, receber críticas que me fazem refletir sobre meus erros, receber elogios, o carinho das pessoas. Eu simplesmente adoro ter um canal de comunicação com o mundo.

IJ - Qual foi a pergunta mais estranha que te fizeram?

RM - Acho que foi a última que postei sobre minha crença em ETs.

IJ - Tem alguma coisa que você não responde?

RM - Até hoje não deixei nenhum leitor sem resposta e por incrível que pareça eu prefiro perguntas provocativas, pois elas me fazem produzir respostas engraçadas. Adoro aliar o deboche numa pergunta agressiva. Acho que os leitores devem gostar também. Mas decidi que não vou mais falar da minha vida pessoal, apaguei os posts que falavam diretamente da minha intimidade. Cheguei à conclusão que não precisamos expor tanto a nossa vida a ponto das pessoas se acharem no direito de opinarem em nossas decisões. Percebi depois de alguns anos de blog, que a exposição tem um limite.

IJ - Quem te inspira a escrever?

RM - Tudo que acontece me inspira. Pode ser uma notícia no jornal, uma piada na TV, uma pessoa na fila do banco. As pessoas em geral são uma fonte de inspiração. Nosso cotidiano está recheado de situações diversas que podem virar um texto. A diversidade de personalidades gera uma montanha de ideias Podemos escrever sobre política até mesmo comentar sobre a criança comendo salgadinho fedorento no Ônibus. O Universo de assuntos é imenso, basta saber extrair uma história do que se observa por aí.

IJ - Livros, já se imaginou como best-seller?

RM - Sim, nos meus mais dourados sonhos. Mas estou longe desse estágio. Primeiro tenho que começar lançando meus livrinhos aos poucos e quem sabe um dia um deles dá resultado?

IJ - Fale sobre sua concorrente em Porto Alegre que também usa o nome de esconderijo e torce pelo seu rival.

RM - Como o plágio é crime com base na Lei 9610 e dá cadeia, comuniquei a ela que tinha 24 horas para retirar meus textos da internet. A princípio ela deletou o blog. Melhor assim. Acredito sinceramente que a ignorância daquela menina fez com que ela fizesse isso. Acho que ela pensou que como estava num esconderijo, nunca ninguém a descobriria.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Desde de 2005 que tenho blog. Já tive o jalsjornal.blogspot.com, joaoaquila.blogspot.com, joaoaquila.zip.net, joaoaquila.com e joaoaquila.blog.emsergipe.com. Não desativei nenhum deles. Apenas o que tinha o domínio próprio (http://joaoaquila.com), pois vai virar site.

Ao contrário dos outros, neste pretendo ganhar uns trocados também. Será que consigo.

Essa é a isca: o blog; o anzol: as propagandas; e o peixe: o dinheiro.



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