sexta-feira, 15 de novembro de 2013


- Pai, porque este pessoal corre tanto?

- Eles querem saber quem é o mais rápido

- E porque eles querem saber quem é o mais rápido?

- É um esporte meu filho, é uma maneira de se exercitarem e entreterem ao mesmo tempo

- Mas precisa ter um mais rápido que o outro? Não podiam correr sem a competição?

- Sim, mas aí ficaria sem graça

- E qual é a graça de competir um com o outro?

- Saber quem é o mais rápido

- Mas só isso?

- Não, mas eu não sei o resto

- Então eu posso me inscrever no BBB?

- Claro que não, para que você faria esta bobagem?

-Competir e ver seu eu posso ser o mais rico no final

- Macacos me mordam! Não e ponto final! Vá jogar videogame!

- Oba! Era isso que eu queria!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013


Físicos americanos estudaram a dinâmica do respingo da urina e descobriram maneiras para ajudar homens e mulheres a serem precisos na hora de urinar.

domingo, 3 de novembro de 2013

Dormir até ao meio dia, tomar sorvete até dizer chega e assistir a um monte de filme. Esta foi a minha programação para o último dia das férias. Mas tudo foi para o espaço.

Para começar, acordei às 5h da madrugada, para levar minha irmã caçula até a rodoviária. Cinco da madruga véi! Irmãos mais novos, desde Isaú e Jacó subjugando os mais velhos.

Tentei o projeto do sorvete. Mas sorvete está muito caro e a pessoa está voltando das férias, ou seja: liso. Falta de dinheiro, desde a criação do mundo fazendo as imaginações se concentrarem no cérebro.

Sobraram os filmes. Mas não é que no último dia das férias o chuveiro resolve lascar na parte superior e jorrar água por todo o banheiro? Passei todo o dia procurando um produto novo. Sem grana, resolvi eu mesmo instalar. Resultado: o infeliz ficou vazando. Jornalistas, desde Clark Kent e  Lois Lane desastrados e horríveis no planejamento das férias.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Produtor: Alô!

Candidato a ser pauta: Aqui é Fulano de Assis, tenho uma sugestão de pauta para vocês.

Produtor, que esta louco por uma pauta: Opa! O que o senhor manda?

Candidato empolgado: Meu filho foi campão do mundial de gude no final de semana passada.

Produtor, agora confuso: Campeão mundial de quê?

Candidato, puto com o desconhecimento do produtor: Gude meu filho. Aquelas bolinhas pequenas que a gente coloca nos buracos. Meu filho foi campeão mundial de gude.

Produtor, querendo de volta o respeito do candidato a pauta: Que legal! Não sabia que tinha torneio mundial de gude. Onde foi isso?

Candidato a ser pauta: Foi aqui no bairro da Muriçoca. Foram mais de cem competidores.

Produtor, ainda surpreso: E quantos países participaram?

Candidato a ser pauta: Nesta primeira edição só o Brasil.

Produtor, doido para tirar onda com o candidato: E porque Campeonato Mundial se só o Brasil participou? Teve atletas de outros Estados pelo menos?

Candidato, vendo que sua sugestão não vai dar certo: Só foram atletas daqui da cidade. É o primeiro mundial e é assim mesmo. Você já ouviu falar em outro torneio de gude?

Produtor, com uma solução: Vamos fazer o seguinte, nós vamos entrevistar seu filho, mas teremos que mudar o nome do torneio para Municipal Cup de Gude. Certo?

O agora pauta: certo!

E assim, o produtor criou mais uma pauta, deixou o repórter mais puto da vida e o pautado ganhou uma mídia.

Infelizmente é assim que os repórteres acham que a gente produz as matérias deles. E não é bem assim.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Já escrevi aqui no Isca do Jornalista sobre a relação entre produtor e repórter (veja aqui e aqui). Neste mês de setembro senti na pele o que é ser um produtor de televisão. Mais precisamente para o Globo Esporte da TV Sergipe. É a função mais ingrata do jornalismo, acredite!

Ninguém parabeniza um produtor quando uma reportagem sai benfeita. Poucos sabem o que estes seres ouvem quando um entrevistado atrasa um milésimo de segundo. Quase ninguém enxerga os olhares ferozes quando os seres superiores (repórteres) não gostam da pauta.

Mas descobri que não são só os repórteres os que castigam as mentes dos produtores. Os pautados não ficam atrás. Por exemplo, a gente marca a entrevista para ser às 14h, na Praça João Paulo II,  em frente à igreja. O cidadão chega às 14h30 e fica esperando em frente à padaria. Quem leva chumbo? E quando não aceitam o foco da matéria? As orelhas esquentam.

Ao contrário do que pensava, porém, produtor, repórter e os pautados não são inimigos. São colegas que buscam a mesma coisa: a boa reportagem. Inimigo mesmo é uma senhora que sempre está do outro lado da linha e diz: 'este número está fora de área ou desligado. Tente mais tarde'. Os produtores 'pira' quando ela aparece.

A experiência foi ótima. Minha gratidão a Palloma Vasconcelos que sofre há um bom tempo e ama a profissão. Que o estagiário, Felipe de Pádua, leve na esportiva os desafios desta função.

Amanhã, demonstro como os repórteres imaginam nosso trabalho.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Flagra de um carcará em Aracaju
Primeira foto da criança, carcará escondido
Estar sempre preparado para tudo. Esta é a mensagem que meus pais me dão todos os dias. Como pseudo fotógrafo, sempre quis fotografar animais incomuns. No último domingo fiquei cara a cara com um deles e quase perdi a oportunidade.

Estava de serviço, um belo de um plantão dominical, fui tomar água no corredor quando me assustei com um pássaro enorme. Fiquei sem saber o nome da criatura e como estava sem os equipamentos, fui pegar a câmera na redação, quando voltei, ele já estava escondido.

Mas a criança voltou e desta vez não me pegou desprevenido. A câmara não era a mais adequada para o nosso personagem, mas consegui fotografar de perto um belo pássaro chamado Polyborus plancus, vulgo carcará.

Eis a prova do Carcará

Carcará em Aracaju
De frente com o carcará



carcará em aracaju
Perfil de um carcará
carcará em aracaju
Ele me percebeu e foi embora


sábado, 7 de setembro de 2013

Parece que o país está sem controle e sem liderança. A polícia não consegue controlar os vândalos e os que protestam não estão satisfeitos com as respostas que o poder público dá. Mas não consigo aceitar que está confusão toda partiu do povo, que não há um líder por trás desta campanha contra desigualdade social, injustiças e corrupção.

Se não há um líder, a sociedade brasileira merece um estudo sociológico. Precisa ser alvo de estudos dos sociólogos. Historicamente, os povos que derrubaram os poderes vigentes o fizeram com uma liderança. Os sul-africanos têm Nelson Mandela. Os negros americanos contaram com Martin Luther King. E por aí vai.

Caso tenha, uma preocupação me vem a mente: quem é este cidadão? O que ele quer? E quais são os seus reais motivos? Seria melhor, caso haja um líder, que a identidade desta pessoa não estivesse mascarada. Por que está se escondendo? Nosso país sempre foi diferente, tento acreditar que o Brasil inovou e o povo tomou o poder.
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