terça-feira, 16 de abril de 2013

Na última sexta-feira cobri para o GLOBOESPORTE.COM as lutas de MMA do Bokum Fight, em Aracaju. A música de apresentação favorita dos lutadores foi Bate Pesadão, do Pregador Luo.

Um dos versus do rap diz: "Só que o soldado eficiente não vacila. Não cai duas vezes no xaveco da Dalila'.

Mas teve um lutador que não se atentou a este detalhe. Enquanto a ring girl anunciava o primeiro round, o citado praticante de MMA se desconcentrou com os atributos da garota do ringue.

Uma olhada no oponente, outra na ring girl. Até a luta começar.

Resultado: perdeu, e perdeu feio ainda no primeiro round.

A dica é: Não caia no xaveco de Dalila! Principalmente se ela for ring girl.

 

quinta-feira, 4 de abril de 2013


Falar de confusão entre jogadores de futebol e policiais é sempre muito complicado. Sempre os dois lados exageram em suas ações. Mas no caso do Estádio Independência entre Atlético Mineiro e Arsenal estou completamente do lado da Polícia Militar de Minas Gerais.

As autoridades mineiras têm um vasto arsenal para denunciar e punir os argentinos. O contrário do time Argentino que atende por Arsenal e que nem futebol tem. Que me desculpem pelo trocadilho.

Toda confusão foi gerada pelos funcionários argentinos. Não souberam perder para o time brasileiro e resolveram descontar nos policiais. Quebraram a cara.

Polícia nos estádios?

Muitos criticam a truculência policial nestes casos e defendem segurança privada nos estádios. De qualquer forma, a segurança atual é da PM, por isso, eles devem ser respeitados. Não justifica um jogador partir para porrada contra autoridades.

Agora, se eles não respeitam a polícia, que tem um arsenal militar muito maior que os times de futebol, vão respeitar os seguranças que contam  apenas cassetetes nas mãos?

Argentino precisa respeitar o adversário

Outro ponto que deve ser colocado em discussão são os constantes fatos de desrespeitos para com os rivais. Quem não se lembra do Tigre contra o São Paulo? A briga começou depois que eles desobedeceram uma determinação do Estádio: aquecer no gramado, e seguiu após a derrota para o time brasileiro.

As outras confusões seguem o mesmo roteiro. Mudam apenas os personagens. Eles precisam entender que estão fora do país e que devem respeitar as leis locais.

Mas eles não estão muito preocupados. É complicado perceber que os argentinos estão errados e ler em seu principal jornal esportivo uma defesa sem retórica e descarada de seus compatriotas. O jornal Olé fez questão de lembrar que somos o país da próxima Copa. Eu também: se a polícia não agisse como agiu, nós brasileiros é quem deveríamos ficar preocupados.

Pela segunda vez o futebol argentino protagonizou imagens bizarras de meninos birrentos que não sabem perder e que, consequentemente, não sabem vencer. Mas o ponto deste artigo é o foco que as emissoras brasileiras - todas elas - deram a estes fatos em detrimento à cobertura europeia.

Enquanto no Velho Mundo eles preferem não dar Ibope aos brigões, os daqui usam e abusam de todos os recursos que captam a audiência de um fato.

O grande exemplo foi na partida entre Atlético Mineiro e Arsenal, pela Copa Libertadores da América. Todas as câmaras se voltaram para os machões. No SporTV, o comentarista disse que falaria primeiro do jogo e depois da briga, mas foi advertido pelo narrador: 'vamos falar primeiro da guerra'

Sinceramente não sei qual o modelo é melhor para ser usado, mas seria um belo gancho para se discutir a violência nos estádios sul-americanos. E vocês, o que acham? Respondam nos comentários!
Sempre admirei algumas ligas amadoras das cidades do interior da Bahia e de Aracaju, capital de Sergipe. São torneios municipais, com equipes de bairros, mas funcionam com a mesma metodologia da Premier League, por exemplo: organização.

Definição de organização: 1 Ato ou efeito de organizar. 2 Estado do que se acha organizado. 3 Disposição de alguma coisa para poder funcionar. 4 Modo como um ser vivo é organizado. 5 Estrutura ou conformação das diferentes partes do corpo. 6 Disposição e constituição física do corpo humano; organismo. 7 Constituição moral ou intelectual. 8 Constituição de um estabelecimento público ou particular. 9 Estudo dos elementos e condições da constituição e funcionamento das empresas e serviços públicos; arte ou ciência da organização (Dicionário Michaelis).

Em nosso caso, nos interessa os itens 1 e 3.

Seguindo estas duas premissas, o futebol sergipano inverte a ordem de alguns torneios amadores. São profissionais. Sim! A maioria recebe por isso. Mas estão longe de alcançar o status de organizado.

O ápice da desorganização aconteceu nesta quarta-feira, no Estádio Batistão, em Aracaju, entre Confiança e América, pela décima rodada do Campeonato Sergipano. Dois jogadores do América passaram mal após o confronto.

Eles precisaram de atendimento médico pois jogaram 90 minutos sem alimentação adequada. O máximo que conseguiram antes da peleja foi uns biscoitos e um pastel cedido pela Associação dos Cronistas Esportivos de Sergipe.

Só o fato em si já é bastante constrangedor. O treinador se emocionou com a recuperação de um dos atletas que passaram mal. Ele melhorou com a alimentação de um simples sanduíche. Mas pasmem, a declaração do dirigente tricolor mostrou que o buraco é mais embaixo (confira as duas matérias do GLOBOESPORTE.COM aqui e aqui)

- A gente lamenta essa situação. Isso tudo é reflexo da falta de apoio da Federação Sergipana de Futebol, do Banese (patrocinador da competição) e da Prefeitura de Propriá, que não nos dá apoio nenhum. O atual prefeito do município nunca nos ajudou. O Banese prometeu apoio e até agora nada. A FSF nos obriga a jogar fora de casa, com isso nossas despesas só aumentam. O que aconteceu foi o seguinte. Para economizar no custo das viagens, estamos embarcando no mesmo ônibus o juniores e o profissional. Com isso, partimos para a viagem às 15h, mais cedo, chegando ao estádio às 17h. Se os jogadores fossem jantar antes do jogo, não iriam conseguir jogar. Nós combinamos que eles jantariam após o jogo, na volta para Maruim, porque não temos dinheiro para jantar em Aracaju, mas infelizmente aconteceu isso. De qualquer forma, alimentação eles têm. Ninguém passa fome, se passassem, os atletas estariam mortos. Mas reconhecemos que a alimentação não é a ideal para um atleta - desabafou Joaquim Feitosa.

- Chegamos ao nosso limite. Estamos carregando esse clube nas costas desde o ano passado, sem o apoio de ninguém. Vou tirar o time de Maruim. Vamos voltar para Propriá e vamos ter que contar com a ajuda do torcedor. Ele que vai nos ajudar agora. Só podemos recorrer a ele. O torcedor do América vai ter que nos ajudar nessa questão da comida. Se ninguém nos apoiar e eu sentir que estamos sozinhos vamos abandonar o Campeonato Sergipano. Vai ser W.O até o final. Não vou ter medo de represálias. Não importa o que vai acontecer depois. Vamos abondonar sim.

Para mim isso é uma grande surpresa. Um milagre para falar a verdade. Era para estarmos sem nenhum ponto pelas nossas condições. Com uma folha de R$ 17 mil, ainda estamos na frente de times com folha de R$ 150. Mas se fizermos zero ponto daqui para o final não será nenhuma surpresa. Todos aqui estão no limite. A situação é essa. Levamos prejuízo jogo após jogo - concluiu Joaquim.


Com estas declarações, Joaquim Feitosa culpa a Federação por exigir o mínimo de organização em seu principal certame (a entidade obrigou iluminação artificial para não ter jogo meio dia); culpa o Banese por não atender o clube, sendo que o Banco Estatal patrocina o torneio e não os participantes dele; e culpa a Prefeitura de sua cidade, que, convenhamos, não tem obrigação nenhum com entidades privadas.

A pergunta é: e qual é a culpa de Joaquim Feitosa neste fato? A resposta é: toda. Mas ele não admite seus erros. Ele e seus colegas dirigentes do poderoso e profissional futebol sergipano alegam irresponsabilidade alheia e que se fossem os donos da bola as coisas seriam diferentes. Seriam: bem piores!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Os dirigentes de futebol em Sergipe estão de férias, pelo menos os da primeira divisão. Como o Estado continua por baixo, seria legal os responsáveis pelos clubes comecarem a pensar no elenco 2013. Uma boa sugestão é montar as equipes como se monta o Cartola FC.
É isso aí! Usar o que o game do Sportv tem de melhor para montar um time competitivo no Campeonato Sergipano, Nordestino e Copa do Brasil.
Dinheiro
Para começar, é preciso saber quanto tem no bolso. Assim como no Cartola FC você precisa primeiro montar times para ganhar dinheiro, o mesmo acontece na vida real. Suas metas devem olhar quanto se pode gastar. Seria uma zebra muuuuuuuito grande um time com folha salarial abaixo dos R$ 50 mil reais levantar o caneco.
Se não tem, é preciso apostar em jogadores baratos, que possam render uma grana para montar um time mais forte na temporada seguinte. Se tem dinheiro no bolso, é bom abrir a mão e investir.
Time
Mas dinheiro não é tudo. É preciso escolher bem os jogadores. No Cartola FC, um jogador caro pode render um prejuízo do tamanho de sua grandeza. Por isso é preciso saber colocar na ponto do lápis todos prols e contras da contratação. Por isso não vale só olhar o DVD do empresário.
Média
Na hora de contratar o dirigente tem que pensar na média que o jogador fez durante sua pesquisa. Em um jogo ele pode ser muito bom, em outro não. O que vai dizer se ele é bom é a sua média. Por isso é importante olhar no mínimo cinco jogos. De preferencia pessoalmente. Não dá para confiar em empresários, ou no assistente técnico do Cartola FC
Falando em média, é preciso ter noção do que meu pai chama de ser perfeito. Para meu velho, perfeição é quando um ser ou um objeto cumpre sua missão. Ou seja, se o cara é zagueiro, sua missão é defender, não vale contratar só porque ele faz gol de cabeça. O que tem que levar em conta é sua média de desarmes, faltas e cartões.
Variedades
Outra coisa que funciona bem no Cartola e pode funcionar no seu time é a variação do tipo de jogador. Fazer duas ou três grandes contratações e apostar em quatro ou cinco da base pode não levar ao título, mas não vai brigar para não cair.
A única coisa que o dirigente não pode aprender com o Cartola FC é a contratação do técnico. Em bora faça sentido o cara ter a média que todos os seus jogadores em campo, na realidade não é bem assim que funciona. Treinador precisa deixar todos os jogadores do grupo em condições de jogo para o bem do grupo e não ficar com desempenho individual.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Este blogueiro já trabalhou em três redações e em todas elas o plantão é um sacrifício.

Eu e os meus colegas queríamos matá-lo, mas isso é impossível.

O plantão consiste em trabalhar no sábado e domingo. Quando cumprido, o jornalista trabalha duas semanas seguidas.

E o que dizer de um plantão com feriado prolongado? Como no carnaval agora?

É uma loucura.

Mas os plantões costumam ser divertidos. Desde que seja planejado na sexta-feira.

Há um ano só fazendo esporte, não costumo ter dificuldades. Afinal, esportes acontecem no fim de semana.

Mas na véspera de carnaval, já sei que os desportistas estarão em seus blocos. Se divertindo.

Então é sexta-feira. Já sei que precisarei quebrar a cabeça para produzir os conteúdos. Quando isso acontece, o plantão fica looooooongo.

Mas vamos à luta!

 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Acompanhei uma conversa entre uns amigos em um restaurante de Aracaju. Eles falavam de muitas coisas. Entre os assuntos a informação dada por um jornalista de que um político havia batido na mulher. Até onde apurei, a notícia era verdadeira, mas o fato caiu em descrédito entre os amigos. Sabiam que o repórter em questão ganhava uns trocado do rival do agressor.

Eles não conheciam o termo técnico para esta prática: o jabá. Por sinal, este alimento fazia parte do cardápio dos amigos.

O jabá costuma ser salgado e este sal que conserva a carne bovina pode ser um problema para a saúde. Os amigos em questão, por exemplo,eram todos obesos e com problemas cardíacos. No meio jornalístico, o sal que faz engordar a conta do infrator também é responsável por estragar as artérias que levam o trabalho do jornalista a credibilidade.

Após a constatação de que o repórter era corrupto, os amigos deixaram o assunto de lado. Eles tinham em mente a seguinte lógica: se a agressão fosse verdadeira, a história seria alvo do canal rival. Pode até ser gostoso, mas o jabá leva o jornalista a lugar nenhum. Melhor, leva sim: para demissão. Nenhum patrão vai querer essa fama para seu jornal. A não ser que ele seja jabazeiro também.

A história em questão é fictícia. Qualquer semelhança é pura coincidência.
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