quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Acompanhei uma conversa entre uns amigos em um restaurante de Aracaju. Eles falavam de muitas coisas. Entre os assuntos a informação dada por um jornalista de que um político havia batido na mulher. Até onde apurei, a notícia era verdadeira, mas o fato caiu em descrédito entre os amigos. Sabiam que o repórter em questão ganhava uns trocado do rival do agressor.

Eles não conheciam o termo técnico para esta prática: o jabá. Por sinal, este alimento fazia parte do cardápio dos amigos.

O jabá costuma ser salgado e este sal que conserva a carne bovina pode ser um problema para a saúde. Os amigos em questão, por exemplo,eram todos obesos e com problemas cardíacos. No meio jornalístico, o sal que faz engordar a conta do infrator também é responsável por estragar as artérias que levam o trabalho do jornalista a credibilidade.

Após a constatação de que o repórter era corrupto, os amigos deixaram o assunto de lado. Eles tinham em mente a seguinte lógica: se a agressão fosse verdadeira, a história seria alvo do canal rival. Pode até ser gostoso, mas o jabá leva o jornalista a lugar nenhum. Melhor, leva sim: para demissão. Nenhum patrão vai querer essa fama para seu jornal. A não ser que ele seja jabazeiro também.

A história em questão é fictícia. Qualquer semelhança é pura coincidência.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013


Um número considerável de jornalistas, me incluo nesta lista, odeia decupar entrevistas. A maioria deles, também estou incluído, ama ver o trabalho editado. As longas entrevistas costumam dar qualidade à audiência. Não é qualquer um que tem paciência para consumir este produto jornalístico. Mas até chegar na parte da edição...

A melhor parte é a da entrevista em si. Quando você liga o gravador e começa a extrair o que de melhor, ou pior, seu personagem tem a oferecer. Tem umas vinte perguntas selecionadas, mas na maioria das vezes, as melhores respostas saem de uma pergunta que teve como gancho a resposta anterior.

Após o bate papo, alguns colegas partem logo para a missão de colocar a conversa no papel. Já não tenho este perfil. Prefiro ouvir uma, ou duas, vezes a conversa antes de transcrever. Esse trabalho me ajuda a pensar na edição. Depois, computador ligado, fone no ouvido e play no gravador.

E começa o sacrifício

Alguns entrevistados são tão lentos ao falar que você pode digitar e ouvir ao mesmo tempo. Mas a maioria fala na velocidade normal. É quando precisa pausar o gravador. Você pode ter umas mil horas de decupagem, mas sempre vai confundir o pause com o stop. E o cabelo paga o pato.

Me orientaram a passar a gravação para o computador e dele fazer a decupagem, mas nem assim escapo do erro. Aliás, ganhei duas teclas a mais para me confundir: o de ir para próxima faixa e vice-versa.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013



Olá amigos do Isca do Jornalista! Depois de muito tempo, este blog conseguiu uma entrevista exclusiva com Dinheiro Moeda da Verba. Um senhor de idade milenar e bastante controverso na sociedade mundial vai abrir o jogo nessa pequena conversa. Espero.

Fique a vontade no Isca do Jornalista senhor Dinheiro. Como vai?

Vou bem! Mais forte do que nunca. Ganhei uma grande batalha na China recentemente e estou buscando outros desafios. O Brasil é um deles.

Como assim? Ganhou uma batalha?

As pessoas sempre me quiseram, mas sempre há líderes que me condenam perante a sociedade. Na China isso acontecia com muito fervor, mas veja quanto eles me usam agora! Fico feliz quando me usam!

Qual a melhor forma de te usar?

Todas elas, mas tenho um carinho especial às pessoas que investem em mim, para ficar mais ricos. Depois, eles me usam para comprar coisas mais caras.

E as pessoas que não tem acesso ao senhor, o que tem a dizer a essas pessoas?

Olha, estou aqui! É só me buscar. Algumas pessoas me roubam, mas não gosto desses idiotas. Gosto de quem me busca com suor e honestidade. O problema de muitas pessoas é que elas me usam de forma errada. Não posso fazer nada.

O que acha da passagem bíblica onde diz que a raiz de todos os males é o amor ao senhor?

A bíblia está certa. Eu não fui criado para ser amado, idolatrado ou adorado. Fui feito para ser usado e sou feliz por isso.

Se sente culpado?

Mil vezes não! O erro não está em minha pessoa, está em quem me usa para fazer o mal e me veneram tanto. Não tenho controle disso, por isso, não sou culpado.

O que falta para o senhor vencer a batalha por completo no Brasil?

Olha, em nenhum lugar sou vencedor por completo, mas em alguns lugares, como o Brasil, os líderes me atrapalham. Por exemplo, ainda não entendo o aumento da passagem no transporte público de Aracaju, o reajuste do preço do combustível e os altos valores dos impostos. Ações como estas me atrapalham muito, mas aos pouco venço as batalhas.

Bom, o assessor de imprensa informa que acabou meu tempo. Quero agradecer a atenção e as explicações do senhor Dinheiro. Até a próxima.

Eu sei que vocês perceberam, mas não custa lembrar que o texto em questão é fictício.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O gol aos 46 minutos do segundo tempo, ou mais, é um feito Hércules para o clube que fez e uma tragédia para o que levou. Para jornalista esportivo que cobre a peleja uma dor de cabeça.

Imagine você, um time empatando e vence, ou perde, nos acréscimos do árbitro. A alegria da vitória suada para o vencedor e o choro amargo de quem viu escapar por entre os dedos os três pontos.

Para o jornalista esportivo, esse gol fora do tempo não é nada mais que recriar todo o texto em cima da hora. Um saco!

Nesta quarta-feira, o Confiança vencia o Sousa por 2 a 1 no Batistão pela Copa do Nordeste. Os proletários já comemoravam a vitoria de virada? No apagar das luzes levou o gol de empate. Quem trabalha com on-line, como eu, teve que refazer toda crônica por conta daquele miserável gol de Márcio Tarrafas.

Imagina o repórter de TV que já fez sua passagem com a vitória do time e ver aquele gol fantasma mudar todo seu off. E o repórter do impresso? Ele já avançou o deadline e agora terá que gritar na gráfica: parem as máquinas! Saiu um gol inesperado nos acréscimos! Te garanto que o texto sairá com 'probemas de dgitação'.

Para o Confiança e o Sousa sobrou lamentos. Afinal, o empate não ajudou em nada em suas pretensões. Melhor para o time sergipana que ainda está na zona de classificação. Para nós jornalistas, o texto saiu do mesmo jeito. Apenas com uma pitada de azedume por um gol nos acréscimos.

 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Três rodadas da Copa do Nordeste se passaram e o clima de euforia continua em Sergipe. E não é para menos. Os torcedores de Confiança Itabaiana têm motivos para isso. As duas equipes estão na zona de classificação e mais que isso: praticando bom futebol contra gigantes da Região.

O Confiança montou um ferrolho azul sob a regência de Nadélio Rocha. De todos os clubes, o time é o que melhor se comporta taticamente. Conta com as boas defesas de Fábio, e a boa marcação de Renê, Alexandre e Lismar. No ataque, usa os velocistas Da Silva e Diego Neves. Para ligar os setores, Paulinho Mossoró cumpre bem o papel de camisa 10.

No returno, a equipe da capital sergipana terá problemas. Paulinho Mossoró e Alexandre não devem jogar as duas próximas partidas. Um problemão para o esquema tático de Nadélio. Mas contra o Sousa não deve ser tão difícil conseguir mais seis pontos. O problema será contra Sport e o mordido Fortaleza.

Enquanto isso, o Itabaiana tenta sobreviver no grupo da morte. Orientados por Freitas Nascimento, a equipe mostra falhas de finalização, mas joga com frieza quando está sem a bola.

O destaque dos serranos é o atacante Thiago Furlan. Mas ele não joga sozinho. Tem a cadência do experiente Raulino, a velocidade e os cruzamentos precisos de Júnior e a boa defesa de Sérvulo.

A equipe não podia ter empatado contra o Ceará em casa. Sobrou para o ABC, única equipe que não atendeu até aqui as expectativas. Deve sair com outra vitória de Natal. A sorte será lançada no duelo com o Ceará, em Fortaleza, e Bahia, em casa.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Após três rodadas da Copa Governador do Estado, primeira fase do Campeonato Sergipano, Sergipe e Lagarto lideram seus grupos. O time da capital está impossível, 100% com nove pontos, na chave A. Já os lagartenses dividem o posto com o Socorrense na chave B, mas superam o Siri no saldo de gols.

 

Das oito equipes que disputam esta fase, apenas o River Plate não atende as expectativas. Uma vitória, um empate e uma derrota.

 

Já o Sergipe voltou a mostrar porque é o maior detentor de títulos estaduais. O torcedor iniciou a temporada 2012 com os óculos escuros da desconfiança. Com nove temporadas seguidas sem erguer uma taça, o time do Bairro Siqueira Campos ainda se viu em uma turbulenta crise política, ue culminou com o pedido de renuncia do presidente, Genisson Silva. Decisão que deixou o corado até hoje sob os cuidados do conselho deliberativo.

 

Nos campos, os jogadores comandados por Givanildo Sales estão ignorando a falta de comando fora deles. São três vitórias: 1 a 0 conta América, 2 a 0 contra o Olímpico e 3 a 1 contra o Boca Júnior. É disparado a melhor equipe até agora no certame.

 

Na outra chave as coisas estão emboladas. Mas o Lagarto mostra uma certa maturidade. A equipe comandada por Fernando Dourado não começou tão bem, dois empates com os principais rivais: 0 a 0 com Socorrense e 1 a 1 com o River Plate. Mas foram à forra contra o Estanciano: vitória por 3 a 1.

 

Só não disparou no grupo porque Edmilson Santos também tem seus truques para fazer do jovem time do Socorrense segundo colocado, com os mesmos cinco pontos do Lagarto.

 

Boca Júnior, Olímpico, América e Estanciano parecem que realmente vão brigar para não cair. A sorte deles é que este primeiro turno em nada interfere no Estadual.

 

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