quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Desde que me formei em jornalismo tive a convicção de que não deveria escolher pauta a cumprir. Aquele blá, blá, blá de que repórter tem que fazer de tudo. Mas desde que fiquei exclusivamente com esporte tem um lugar que me deixa irritado: o ginásio do Sesi de Nossa Senhora do Socorro. É lá que Socorrense e Ajax/Sergipe mandam seus jogos no Campeonato Sergipano de Futsal.

O problema é que além de escrever vou fotografar. O tal ginásio tem três luzes de cores diferentes e o piso, para variar, é colorido. No gol esquerdo a luz é branca, no meio é azul e no gol direito é amarelo. Um problemão para qualquer fotógrafo, para um amador como eu então...

Para vocês terem uma noção do problema
Tentei focar as fotos no 'lado branco' da quadra, mas a luz é fraca e as fotos ficam turvas ou escuras, quando uso uma configuração que clareia, ficam borradas. O mesmo ocorre no meio. No outro gol, a situação é o contrário. A luz é forte, mas a mistura da luz com as cores da parede e do piso deixam as fotos carnavalescas. Confesso que ainda não achei uma configuração ideal para nenhum dos lados.


Das duas, uma: ou eu aprendo a lidar com essas dificuldades e viro um fotógrafo profissional, ou o administrador do ginásio unifica a luz. Creio que a última opção é a mais viável, barata e desejável.

 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sabe aquele macaquinho do desenho Speed Racer? Pois é, ele deu nome a um grupo de pessoas que se aventuram em um rally de regularidade sem mexer no volante ou olhar no mapa que orienta o navegador. O famoso Zequinha.
 
Enquanto o piloto se desdobra para vencer as dificuldades do terreno e o navegador luta para não deixar a equipe se perder, o Zequinha tem a mesma tensão e diversão no banco de trás.

Este blogueiro assumiu o papel do primata no Rally Cinco Elementos, organizado pela montadora Mitsubishi. Foi minha estreia nesse esporte. Fui Zequinha na equipe Globo Esporte Sergipe ao lado do também Zequinha Danilo Mecenas, com Marcelo Carvalho de piloto e João Bosco de navegador.

Não pense você que o Zequinha só se diverte as custas dos outros. Quem você acha que faz os vídeos de dentro do carro? E as fotos? E quem abre as cancelas? Quem alimenta piloto e navegador? Quem troca o pneu quando furado? É o mal falado Zequinha. Graças a Deus dessa vez não teve pneu furado.

A diversão na areia, na lama e nas curvas fechadas é a mesma de piloto, navegador e Zequinha. Da mesma forma, a tensão. Nosso navegador deu uma de Pedro Alvares Cabral e trocou os caminhos. Quem orientou o retorno antes que a gente chegasse em Salvador? O Zequinha aqui. É só olhar a matéria.


 Tirando o cinto de segurança, que me deixou em situação embaraçosa em duas oportunidades. Eu e o Danilo nos saímos muito bem no banco de trás. Mudei até o termo de Zequinha para engenheiro de prova. Condiz mais com a realidade dos fatos.
 

sábado, 28 de julho de 2012


Tenho muitas ideias para escrever uma crônica no momento. Mas minha preguiça, que só não é maior que a vontade da política brasileira em resolver os problemas da educação, me faz sonhar com os escritos prontos e elogiados pela blogosfera. Como disse, sonho.

Mas nada como as Olimpíadas para injetar em minhas veias forças para transformar pensamentos em registros escritos. Sendo os Jogos de Londres responsáveis por mudar meu legado, nada mais justo que falar sobre a união mundial dos esportes.

Se houvesse um esporte para descobrir o digitador mais rápido do mundo, este blogueiro não passaria nem na primeira fase familiar, por tanto, não estaria em Londres. Mas não precisar estar no país da Rainha Elizabeth II para acumular algumas lições e transformá-la em texto.

Para começar, aquela aparição de Rowan Atkinson, o famoso Mr. Bean, foi espetacular. Sim, eu gosto do trapalhão inglês. Talvez por ser um sem o mesmo sucesso. O cara faz uma crítica aos trapaceiros dos esportes que não trabalho em equipe, fogem da disciplina e desrespeita o próximo com humor fino.

Inicialmente ele parece compactuar com o antijogo. Posa de trapaceiro. Deixa os companheiros na mão. E vence o duelo em seu sonho e ri. Mas como o teatro nada mais é que uma crítica da realidade, ele mostra que, nada verdade, os trapaceiros são pessoas que só servem como lição do que não se deve fazer.

Fotos: Agência AFP

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Na quarta-feira em que o Corinthians foi campeão da Taça Libertadores liguei resignado parabenizando o meu chefe doente pelo time do Parque São Jorge.
Ouvi do seu treinador, o Tite, que a conquista não foi fruto da sorte e sim de competência. E imediatamente discordei. Mas preferi deixar as argumentações para depois, afinal, os gambás queriam comemorar um feito inédito.


Eis que uma semana depois, após a conquista heroica do Palmeiras na Copa do Brasil, meu chefe liga. Imaginei que para parabenizar, mas fui surpreendido pela frase: 'time de sorte é este Palmeiras'.

Não basta comemorar um título inédito, os malucos têm que secar nosso Verdão, e não satisfeitos com nossa conquista, minimizam dizendo que foi sorte ou erro de arbitragem e blá blá do nível.

Mas a verdade é que pela primeira vez na história deste país, parafraseando um corintiano, um time teve azar de campeão. O Palmeiras perdeu tanta gente boa para os jogos decisivos que parecia que a fila não iria andar. Dentro de campo, Luan mostrou que é possível jogar bem com uma perna. E justamente os substitutos dos craques que definiram o título. Valeu Betinho!

Quanto ao título? Aprendi com o jornalista Cleomar Brandi que repórter só tem sorte na rua. Ou seja, no campo de batalha. Aprendi com meu pai, que não basta sorte, tem que ter a tal competência, muito usada pelo Titi, para aproveitar as oportunidades que a sorte nos dá.

O Coritiba não aproveitou. Ficou o tempo todo no campo de ataque. Teve milhares de oportunidades e não aproveitaram. Agora, ao lado dos corintianos, não podem culpar a arbitragem. Que por sinal foi horrível em São Paulo. O Palmeiras só não reclamou com mais veemência por que venceu.

Lembro que no jogo de ida do Corinthians o Mouche perdeu um gol inacreditável no último minuto da partida. Gol que quebraria a invencibilidade do timeco e talvez não estariam tão felizes hoje. E Tite diz que não foi sorte.

Tivemos sorte sim. Ao contrário dos prepotentes, defeito dos loucos mesmo, nós palmeirenses admitimos que ganhamos os dez títulos nacionais, se tornando o maior campeão do Brasil, graças à sorte.

E que a sorte continue conosco. Costumamos tratá-la com carinho.



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terça-feira, 3 de julho de 2012

O título é pesado, mas é a realidade dos fatos. Em nome do profissionalismo fake, jogadores e técnicos deixam dirigentes reféns do mercado e pior: não conquistam nada com estes pilantras.

É cada vez mais raro encontrar profissionais como Muricy Ramalho. Mesmo diante da possibilidade de realizar um sonho pessoal e profissional, dirigir a Seleção Brasileira, preferiu manter a palavra e cumprir o contrato.

No futebol sergipano molecagem é pouco para definir o que fazem. Incentivados por empresários vagabundos, eles acertam salários com o clube e chegam a se apresentar, mas um telefonema com propostas melhores o fazem rasgar o contrato e partir para outra agremiação.

E o que eles justificam? O tal do profissionalismo. Mas e a hombridade? E o caráter?

O caso mais recente, e vergonhoso, é o do Cristian, meia que, infelizmente, já defendeu o Palmeiras, assinou com o Itabaiana, mas um telefonema do Azerbaijão, fez o tal profissional nem conhecer seus colegas.

Agora, com a competição em andamento, tem jogadores deixando a Serra sergipana para ganhar uns trocados a mais. Um empresário apresenta a proposta e o atleta, feliz com a verba, avisa aos diretores que só ficam se a oferta for coberta. Pardal resolveu 'multar' na Paraíba.

Isto me lembra os políticos. Defendem uma bandeira na propaganda eleitoral, mas, após uma articulação de ideia$, eles se aliam com antigos desafetos.

Molecagem, vagabundagem, falta de caráter. Desculpem pela redundância. Mas isso o que eles fazem é tudo o que disse a cima, menos profissionalismo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

São 5h da madruga - calma, não vou imitar cantor de sei lá o que, que repete a mesma coisa o tempo todo - e estou aceso, sem um pingo de sono.
A última vez que varei a madrugada imerso em meus pensamentos e olhos vigilantes estava solteiro.

Teve uma época em que eu era um insone disciplinado. Não perdia a oportunidade de imitar as corujas.

Mas os tempos mudaram.

Trabalhar no período noturno podia até me manter acompanhado da lua, mas chegar uma hora da manhã após um longo dia (noite) de labuta me leva a crer que há um ímã entre o fim da jornada e a cama.

E casei. Minha esposa tem sono mais leve que folha seca, e por razões existenciais é melhor não atrapalhar seu momento zen com insônia desnecessária.

Depois de tanto tempo acostumado a romper o silêncio da noite com meu ronco possante, voltei a passar a noite em claro.

Ouvi música ou ler textos, sempre funcionavam. Contar carneirinhos normalmente me mantém aceso, nunca consigo acerta a sequência e acabo voltando ao Carneiro um.

Mas hoje era para relembrar os velhos tempo. Ouvi os sapos em plena metrópole. Tentar aprender outra língua - como disse: tentar. Ouvir canto dos pássaros ao nascer do dia.

E escrever baboseiras. Não poderia deixar passar esta oportunidade de tirar as teias de aranha deste blog.

 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Depois de limpar as teias de aranha, o blog Isca do Jornalista volta com toda força dia primeiro de junho. Eu acho.

Espero espantar a preguiça que travou os meus dedos nos primeiros meses do ano.

Aguarde!

 

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