segunda-feira, 28 de maio de 2012

Depois de limpar as teias de aranha, o blog Isca do Jornalista volta com toda força dia primeiro de junho. Eu acho.

Espero espantar a preguiça que travou os meus dedos nos primeiros meses do ano.

Aguarde!

 

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Sergipe voltou aos trabalhos na última segunda-feira, quando anunciou o técnico Pedro Costa. Além do treinador, o colorado anunciou a saída de Ramon Barbosa do departamento de futebol e empossou quatro conselheiros no lugar: Reinaldo Moura, Ari Rezende, Beto Hora e Sílvio Santos.

É o Sergipe com medo do coronelismo implantado pelo ex-presidente Motinha, que decidia tudo sozinho. O problema é que o estádio João Hora terá agora muitos caciques para poucos índios.

Como a direção de futebol do clube ainda não é 100% profissional, vai ter muita gente para mandar com poucos para obedecer. No final, corre o risco de um deixar para o outro e vice-versa.

É só olhar para o desentrosamento dos diretores. Quando um jornalista liga para o supervisor de futebol, ele dá uma informação diferente que o gerente, o técnico e o presidente.

Pelo menos contrataram um assessor de comunicação, o excelente profissional Marcos Borges. Espera-se que ele receba as informações corretas. Isso, se ele não for mais um cacique.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Neste domingo (11/03/12) começa a semifinal da Taça Cidade de Aracaju, primeiro turno do Campeonato Sergipano. São Domingos recebe a surpresa Socorrense e o River Plate o Itabaiana.

Com todo respeito a São Domingos e Socorrense, Itabaiana e River fazem uma final antecipada. Foram as equipes que melhor jogaram neste estadual.

O Itabaiana leva uma pequena vantagem frente ao time de Carmópolis. O River entra em campo desgastado pelo jogo contra o Grêmio, na Copa do Brasil. O time serrano não jogou no meio de semana e tem melhores condições físicas. Aliás, os tricolores venceram os petroleiros nas duas partidas da primeira fase graças ao vigor físico.

Com três anos jogando como grande no futebol sergipano, o São Domingos tem ligeira vantagem, apesar do desgaste no empate com o Vitória, pela Copa do Brasil, na quinta-feira. Mas o Socorrense, grata surpresa da Grande Aracaju, tem a vantagem decidir em casa e tem condições de chegar afinal.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O que parecia ser um massacre do Grêmio em cima do River Plate de Carmópolis, Sergipe, virou uma vitória suada para o time do Sul, jogando pela Copa do Brasil, no estádio do Batistão. O placar foi de 3 a 2 para os comandados de Vanderlei Luxemburgo, mas poderia ser uma zebra daquelas.

A derrota do River Plate aconteceu por dois motivos: a expulsão do zagueiro Bebeto e as condições físicas do time de Carmópolis. Credita-se, ainda, ao fato de o primeiro gol da equipe gaúcha ser irregular.

Foto Jorge Henrique
O gol contra de Fernando Belém, que ele jura que foi do companheiro Wallace, deveria ser anulado, mas a arbitragem não interferiu no resultado. O pernambucano Emerson Luiz Sobral não marcou um toque de mão da zaga sergipana dentro da área.

A expulsão do zagueiro Bebeto, que foi justa, mudou o comportamento das equipes. O River que caçava virou caça e vice-versa para o Grêmio. Mesmo com um a menos, os sergipanos conseguiam dar uns sustos.

Mas o preparo físico foi para espaço. Sem pernas e diante de um adversário que sabe vencer na raça, o River não conseguiu parar os ataques. Só não foi eliminado no primeiro jogo, porquê não dava mais tempo para o Grêmio marcar.

Agora, é sonhar para que a zebra apareça no estádio Olímpico.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os cartolas têm desculpas para todas as suas ações, principalmente as erradas. Nem sempre são convincentes, mas eles as defendem como Marcos pegava os pênaltis de Marcelinho Carioca.

Uma das desculpas mais esfarrapadas utilizadas pelos abnegados dirigentes é que no início das temporadas eles não têm dinheiro, por isso, precisam evitar contratações de jogadores caros.

Mas o torneio começa e o time perde. Os dirigentes mudam o treinador. Mas time continua perdendo. Até que eles, de uma hora para outra, arranjam dinheiro e fazem um lote de contratações bem caras.

Foi o que fez Lagarto e o Sergipe, após seguidas derrotas no Sergipano. O Itabuna tenta a mesma coisa na Bahia, mas o presidente ainda não conseguiu a tal verba, mas avisou que vai contratar.

O maior pacote de contratação foi realizado pelo Sergipe. O time contratou nove jogadores de uma vez.

Ou seja, quando a coisa aperta, mas precisamente quando a torcida perde a paciência, eles conseguem dinheiro e contratam jogadores que resolvem os problemas. E me faço algumas perguntas: "por que não fazem isso antes? Por que não se esforçam e vão atrás de atletas bons de bola na pré temporada?".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A crise no futebol sergipano parece sem fim. Os times não conseguem emplacar bons resultados em torneios nacionais e não dão espetáculo em competições locais. O Sergipe, maior vencedor do Estado, é a personificação desta má fase com oito anos de jejum de títulos.

Confira a entrevista aqui e aqui

Em entrevista ao site da Fifa, o técnico galês Alex Ferguson, maior treinador da história do futebol mundial, apresenta algumas lições que os clubes sergipanos podem tirar.
Para começar, se você não tem dinheiro, é preciso apostar na base. Se não tem uma, as escolinhas ajudam.

Mas, como os clubes daqui são "grandes" e os garotos sentem a camisa (principal desculpa local para não se apostar na base), o mestre afirma que não se pode contratar olhando apenas DVD.

- Usarei o caso do Javier "Chicharito" Hernández como exemplo. O nosso olheiro-chefe conhecia alguém no México que falou sobre o garoto. Esse foi o primeiro passo. Ele recebeu alguns vídeos de jogos do Chivas e me mostrou. Quando assistimos, pensamos "este garoto promete", mas não dá para decidir uma contratação só vendo DVD. Então, mandei o olheiro-chefe passar um mês no México, para vê-lo em campo e fora dele também. Assim, soubemos que o pai e o avô dele haviam jogado a Copa do Mundo e que ele estava prestes a ser convocado para a seleção. Depois disso, foi muito simples trazê-lo. Cuidamos dos trâmites necessários e fechamos a contratação antes da África do Sul 2010, o que foi importante, porque depois o valor dele aumentaria.

Mas nada disso adianta se os clubes não têm uma característica importante no futebol: paciência. Com a desculpa de que futebol é resultado, nossos dirigentes contratam, demitem, contratam de novo na velocidade da luz.

Mr. Ferguson tem 25 anos a frente Manchester United, 12 títulos nacionais e uma liga dos campeões, ou seja, não ganhou sempre, este ano ele foi eliminado na primeira fase da Liga dos Campeões, mas o cara permaneceu.

Uma boa ideia para os clubes, esta é uma dica deste blogueiro, tendo os resultados como força propulsora, que tal pensar em resultados por campeonato e não por jogos. Assim, demitiriam só após um fracasso em um torneio.

As lições não param por aqui. Seria um bom começo para os clubes respeitarem seus torcedores ao disputarem um torneio, como Campeonato Sergipano, com bons jogadores, pois são eles que enchem os estádios, mesmo saindo da base.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Certa vez, ouvi o jornalista Raimundo Macedo dizer na 930 AM, emissora de rádio de Aracaju, que o treinador Luiz Pondé era uma velha raposa do futebol sergipano.

Após descobrir o significado da comparação e alguns momentos com técnico, tive a confirmação de que ele realmente é uma raposa do futebol... e da imprensa.

Para quem não sabe, quando uma pessoa consegue se livrar do seu adversário diversas vezes, mesmo em condições adversas, é chamada de raposa.

Tive esta confirmação em dois jogos.
No primeiro, uma decisão da Copa Governo do Estado entre São Domingos, time do Pondé, e o América de Propriá. Nas cobranças de pênaltis, o árbitro mandou sair de campo os jogadores que foram expulsos. Advertido por um repórter (eu), ele me mandou ficar quieto, pois o árbitro nem notaria quem estava em campo. Resultado, até ele ficou no gramado.

No segundo, foi mais recente, na primeira rodada do Sergipano 2012 no estádio João Hora. Após o empate do seu Sergipe com o Olímpico, ele conversava comigo e apareceu um repórter de rádio. Repórter que o mesmo não nutre simpatia. Quando o viu, me disse: "vixe lá vem aquele chato, deixe eu simular uma ligação aqui". Resultado, a ligação imaginária fez o radialista entrevistar um médico.
Subscribe to RSS Feed Follow me on Twitter!