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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Já disse, no post anterior, que sou favorável às grandes manifestações contra o governo do Brasil. Temos muita corrupção, infelizmente. Mas também disse ser contrário à violência que alguns estão usando.

Desde quando a porrada resolveu alguma coisa?

O engraçado é que alguns jogam pedras em órgãos públicos, queimam ônibus, agridem jornalistas e quando a polícia chega gritam: 'sem violência!'. Uma cena patética promovida por um bando de hipócritas.

Acompanhei de dentro da multidão o primeiro Ato de Aracaju contra a corrupção. Coisa linda! Os manifestantes atuaram em paz e quando um vândalo queria chamar a atenção, logo era reprimido e abafado. Mas do segundo Ato em diante, uma vergonha.

Prefeitura de Aracaju depredada, ônibus incendiados, jornalistas agredidos e muita confusão com a polícia. Tudo bem que o poder público nos molesta com hospitais nojentos, estradas esburacadas e educação de péssima qualidade. Mas creio que quebrar tudo não vai resolver os problemas. Em geral piora.

Escrevendo este artigo, me lembrei de um filme. Um garoto dizia para uma mulher: 'senhora, aqui é olho por olho. Não vai demorar muito e todos ficarão cegos'.

Já disse e repito: a ditadura e seus similares nos ensinaram que na porrada o sujeito não anda, ele cai.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011


- Amor, acorda! Cadê o pão?

- O quê?

- Quero saber do pão que coloquei aqui!

- Hã?

Alguns segundos de silêncio...

- O pão que deixei aqui ó?

- Que pão?

- Que isso? Você está igual aos caras quando são flagrados com produtos roubados.

- Mais respeito

- Sim, mas diga onde está o pão, minhas nove novas vermes adquiridas fazendo uma reportagem sobre o lixão de Aracaju estão com fome.

- Que verme?

- Não muda de assunto! Cadê o pão que eu deixei aqui?

- Por Jesus, que pão?

- O pão Jacó mulher, eu comprei e deixei aqui!

- Jacó?

- Já está mudando de assunto! Eu quero o pão Jacó agora, que os vermes são mais eficientes que as multas da SMTT daqui de Aracaju. Eita, as que eu adquirir fazendo a matéria sobre os buracos no Augusto Franco acordaram.

- Multas, eficiên...

Marido interrompe! - Você gosta de mudar de assunto hein!

A mulher levanta, pega o marido, leva para o banheiro, lava seu rosto, enxuga com uma toalha.

O marido, que não acordou, é guiado pela esposa de volta para cama, onde ele sonhou que deixou o tal do pão Jacó. E pior, não se lembra de nada, mas quando acordar, vai saber que a mulher animou o papo com as amigas.

E você achando que vida de repórter é fácil

Em tempo, pão Jacó é como é chamado o pão francês em Aracaju. Alguns parecem Judas.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A cantora inglesa Amy Winehouse encantou o mundo com sua voz e o seu jeito desengonçado de se apresentar. Ao mesmo tempo que encantou, assustou a todos com sua dependência química e sua insistência em não se libertar. Morreu aos 27 anos e levará ao túmulo cinco Grammy.

O que a Amy Winehouse tem a ver com o transporte público aracajuano?

Assim como a cantora, o transporte público da capital sergipana assusta pela velocidade empreendida nas vias públicas, pela má conservação e o museolismo (coisas velhas) em que suas carroças aparecem.

O que a Amy Winehouse não tem a ver com o transporte público de aracajuano?

Amy é humana, o transporte daqui é desumano. Ao contrário da cantora inglesa, o transporte de Aracaju não deixa fãs, ao não ser que a pessoa seja Samaroniano (que gosta de Antônio Samarone). Não deixa legado, a judia Amy arrepiou com sua voz black. E por fim, esse sistema dinossauriano (preciso explicar?) insiste em sobreviver.

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Em tempo, só usei a cantora que deixou esta vida como comparativo porque as pessoas não param de falar nela, e como quero fazer meu protesto. Nada contra a cantora. A vida é dela e a usava como a quisesse.

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