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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Um falcão se transformou em viral na internet após pousar na frente de uma câmera de trânsito da emissora de TV WXMI, conhecida como FOX 17, instalada em um prédio de Grand Rapids, no estado de Michigan (EUA).

A ave de rapina permaneceu diante da câmera de monitoramento de trânsito por mais de um minuto.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Produtor: Alô!

Candidato a ser pauta: Aqui é Fulano de Assis, tenho uma sugestão de pauta para vocês.

Produtor, que esta louco por uma pauta: Opa! O que o senhor manda?

Candidato empolgado: Meu filho foi campão do mundial de gude no final de semana passada.

Produtor, agora confuso: Campeão mundial de quê?

Candidato, puto com o desconhecimento do produtor: Gude meu filho. Aquelas bolinhas pequenas que a gente coloca nos buracos. Meu filho foi campeão mundial de gude.

Produtor, querendo de volta o respeito do candidato a pauta: Que legal! Não sabia que tinha torneio mundial de gude. Onde foi isso?

Candidato a ser pauta: Foi aqui no bairro da Muriçoca. Foram mais de cem competidores.

Produtor, ainda surpreso: E quantos países participaram?

Candidato a ser pauta: Nesta primeira edição só o Brasil.

Produtor, doido para tirar onda com o candidato: E porque Campeonato Mundial se só o Brasil participou? Teve atletas de outros Estados pelo menos?

Candidato, vendo que sua sugestão não vai dar certo: Só foram atletas daqui da cidade. É o primeiro mundial e é assim mesmo. Você já ouviu falar em outro torneio de gude?

Produtor, com uma solução: Vamos fazer o seguinte, nós vamos entrevistar seu filho, mas teremos que mudar o nome do torneio para Municipal Cup de Gude. Certo?

O agora pauta: certo!

E assim, o produtor criou mais uma pauta, deixou o repórter mais puto da vida e o pautado ganhou uma mídia.

Infelizmente é assim que os repórteres acham que a gente produz as matérias deles. E não é bem assim.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Já escrevi aqui no Isca do Jornalista sobre a relação entre produtor e repórter (veja aqui e aqui). Neste mês de setembro senti na pele o que é ser um produtor de televisão. Mais precisamente para o Globo Esporte da TV Sergipe. É a função mais ingrata do jornalismo, acredite!

Ninguém parabeniza um produtor quando uma reportagem sai benfeita. Poucos sabem o que estes seres ouvem quando um entrevistado atrasa um milésimo de segundo. Quase ninguém enxerga os olhares ferozes quando os seres superiores (repórteres) não gostam da pauta.

Mas descobri que não são só os repórteres os que castigam as mentes dos produtores. Os pautados não ficam atrás. Por exemplo, a gente marca a entrevista para ser às 14h, na Praça João Paulo II,  em frente à igreja. O cidadão chega às 14h30 e fica esperando em frente à padaria. Quem leva chumbo? E quando não aceitam o foco da matéria? As orelhas esquentam.

Ao contrário do que pensava, porém, produtor, repórter e os pautados não são inimigos. São colegas que buscam a mesma coisa: a boa reportagem. Inimigo mesmo é uma senhora que sempre está do outro lado da linha e diz: 'este número está fora de área ou desligado. Tente mais tarde'. Os produtores 'pira' quando ela aparece.

A experiência foi ótima. Minha gratidão a Palloma Vasconcelos que sofre há um bom tempo e ama a profissão. Que o estagiário, Felipe de Pádua, leve na esportiva os desafios desta função.

Amanhã, demonstro como os repórteres imaginam nosso trabalho.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ser jornalista é uma honra, mas há seus desafios, principalmente se a pauta em questão é a guerra. Neste artigo mostro quatro imagens de jornalistas em perigo.

A segunda é uma montagem, mas retrata bem como é trabalhar a beira de um campo de futebol.

imagem de um jornalista sendo revistado
Repórter dentro do campo de futebol
repórteres fotografam enquanto jogam bombas
Repórteres são atacados

terça-feira, 23 de julho de 2013

Recentemente falei como funciona o trabalho de um pauteiro no texto "A pauta que o pariu". Hoje vou mostrar como funciona a relação entre estes profissionais, também conhecidos como produtores, e os repórteres. São atividades diferentes, mas um depende do outro para produzir um bom conteúdo jornalístico.

É mais ou menos assim:

Repórter liga para o pauteiro e diz - Você colocou na pauta que o entrevistado estaria na praça às 15h, são 15h05min e nada dele. Tem certeza que ele falou 15h?

O produtor, que está apurando mais duas possíveis pautas responde - Claro que eu tenho. Você ligou para ele quando chegou?

O repórter responde - Eu ainda tenho que ligar? Pensei que já estivesse tudo certo.

O produtor percebendo a 'boa vontade' do repórter cutuca - Claro que está tudo certo, mas ele pediu para ligar e eu coloquei na pauta esta informação. Você leu?

O repórter olha na pauta para ver se realmente tem esta orientação e diz - Claro que eu li, só achei que já estava tudo certo.

Pauteiro, agora com um tom que se usa para mandar o repórter a lugares impublicáveis, mas diz - Então liga para ele e faça a entrevista.

Três minutos depois...

Repórter - Estou ligando, mas o telefone do entrevistado está desligado.

Produtor - Como assim? Ligou para os três números que indiquei?

Repórter - Sim, os três não estão concluindo a ligação.

Produtor - Só um momento...

Dois minutos depois...

Produtor - Acabei de falar com ele, ele disse que está no banco de frente para o Mercado, como indiquei na pauta. Onde você está?

Repórter - Aqui na pauta só diz que ele estaria na praça, e eu não o vejo. Estou no meio da praça.

Produtor - Está no último parágrafo. Vá até o banco em frente ao Mercado que você vai encontrá-lo.

Assim, o repórter encontra o entrevistado 30 minutos depois, que vai logo avisando: - vocês demoraram muito, só tenho cinco minutos para a entrevista.

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A pauta que o pariu

O salário do jabá é o descrédito

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Muitas pessoas acham que jornalismo se restringe ao trabalho do repórter e do apresentador. Mas o sucesso destes dois profissionais depende, e muito, da qualidade do pauteiro, mais conhecido como produtor.

Este cidadão desconhecido do público costuma, ou deveria ser, um dos mais experientes. A ele cabe a missão de encontrar, depurar e mastigar as principais notícias do dia. Os coitados precisam se matar para entregar aos repórteres e este passar para os consumidores.

A pauta está em todos os lugares. Apesar disto, é preciso ter olho clínico para encontrá-lo.

Qualquer pessoa sabe determinar que um fato inédito ou bizarro é notícia. Quantos internautas entregam gratuitamente informações sobre acidentes, assassinatos, ação da natureza para sites jornalísticos? Isto mostra que mesmo sem conhecimento específico, eles sabe que isto é informação. Afinal, eles consomem.

Mas estas coisas não acontecem com frequência que os pauteiros queriam. Além disso, é preciso preencher as páginas dos jornais impressos e virtuais, cumprir o horário reservado para o rádio jornalismo e televisivo.

Nestes momentos é se revela o bom pauteiro. Ele descobre em algo tão batido um fato inédito ou uma abordagem ainda não utilizada pelos concorrentes.

Um dos grandes pauteiros de Sergipe, o finado Cleomar Brandi, ensinou que um bom exercício para ser produtor de qualidade é escrever crônicas regularmente. Fica a dica!
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