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sábado, 7 de setembro de 2013

Parece que o país está sem controle e sem liderança. A polícia não consegue controlar os vândalos e os que protestam não estão satisfeitos com as respostas que o poder público dá. Mas não consigo aceitar que está confusão toda partiu do povo, que não há um líder por trás desta campanha contra desigualdade social, injustiças e corrupção.

Se não há um líder, a sociedade brasileira merece um estudo sociológico. Precisa ser alvo de estudos dos sociólogos. Historicamente, os povos que derrubaram os poderes vigentes o fizeram com uma liderança. Os sul-africanos têm Nelson Mandela. Os negros americanos contaram com Martin Luther King. E por aí vai.

Caso tenha, uma preocupação me vem a mente: quem é este cidadão? O que ele quer? E quais são os seus reais motivos? Seria melhor, caso haja um líder, que a identidade desta pessoa não estivesse mascarada. Por que está se escondendo? Nosso país sempre foi diferente, tento acreditar que o Brasil inovou e o povo tomou o poder.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Já disse, no post anterior, que sou favorável às grandes manifestações contra o governo do Brasil. Temos muita corrupção, infelizmente. Mas também disse ser contrário à violência que alguns estão usando.

Desde quando a porrada resolveu alguma coisa?

O engraçado é que alguns jogam pedras em órgãos públicos, queimam ônibus, agridem jornalistas e quando a polícia chega gritam: 'sem violência!'. Uma cena patética promovida por um bando de hipócritas.

Acompanhei de dentro da multidão o primeiro Ato de Aracaju contra a corrupção. Coisa linda! Os manifestantes atuaram em paz e quando um vândalo queria chamar a atenção, logo era reprimido e abafado. Mas do segundo Ato em diante, uma vergonha.

Prefeitura de Aracaju depredada, ônibus incendiados, jornalistas agredidos e muita confusão com a polícia. Tudo bem que o poder público nos molesta com hospitais nojentos, estradas esburacadas e educação de péssima qualidade. Mas creio que quebrar tudo não vai resolver os problemas. Em geral piora.

Escrevendo este artigo, me lembrei de um filme. Um garoto dizia para uma mulher: 'senhora, aqui é olho por olho. Não vai demorar muito e todos ficarão cegos'.

Já disse e repito: a ditadura e seus similares nos ensinaram que na porrada o sujeito não anda, ele cai.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Uma vez meu pai tentou ensinar este blogueiro a remar. Foi no Rio Grande, no Oeste da Bahia. E, segundo ele, o segredo para não ficar dando voltas em si era usar um lado de cada vez.

"Direita e esquerda. Esquerda e direita. Não importa a ordem, mas tem que ser um de cada vez", dizia ele.

Conto esta história para falar dos confrontos que temos durante a Copa das Confederações em todo o país. É insuportável viver em um país que torra nosso dinheiro com corrupção e os protestos são válidos.

Eu poderia estar na luta, como eles falam. Mas quando o assunto é bater e apanhar, quebrar e ser quebrado, discordo dos protestos. E óbvio, sou contra os excessos da polícia.

O motivo é óbvio, não sou fã de extremismo. Logo, não comungo com extremistas.

Extremistas podem ser gente boas, honestas, mas eles tem um pequeno problema: coam um mosquito e engolem um elefante. E isso é a regra. Na euforia de defender seus interesses passam por cima dos seus próprios ideais.

O que vejo nestes protestos? O Brasil dando voltas em seus interesses e esquecendo de remar para frente. O confronto violento poderia ser um dos lados da navegação, mas aprendi com a ditadura e similares que na porrada o sujeito não anda, ele cai.

Escrevi este post antes de cobrir os protestos em Aracaju. Por isso, esta opinião não se refere ao movimento sergipano. Em breve conto como foi a experiência. Aguarde!
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