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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Foto de Jorge Henrique
- Bom dia!

- Que bom dia? É boa madrugada! É 3h45, cara

- Eu sei e tenho notícias ruins

- Hã?

- O governador Marcelo Déda faleceu agora há pouco

- Você está de brincadeira comigo né? Me acorda de madrugada para contar boatos do WatsApp!

- Que boato de WatsApp! É sério, ele acabou de morrer, colocaram no Twitter

- Meu Deus do céu! Você ainda acredita no que colocam no Twitter! Vá dormir rapaz! Isto é conversa fiada.

- Não é não! Foi a família que publicou!

- Rapaz, o que mais teve no WatsApp foi print de conversas fake dos familiares de Déda no Twitter.

- É sério! Vai sair um boletim agora na TV, assista!

Os dois ficam mudos e um minuto depois

- Ainda assim acho que isso é piada de péssimo gosto do WatsApp.

Em tempo, me solidarizo com familiares e amigos do governador Marcelo Déda. Já o entrevistei diversas vezes e tínhamos agendado uma entrevista exclusiva para o quadro Papo Reto do GloboEsporte.com/SE, mas infelizmente ele foi internado uma semana depois

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Acompanhei uma conversa entre uns amigos em um restaurante de Aracaju. Eles falavam de muitas coisas. Entre os assuntos a informação dada por um jornalista de que um político havia batido na mulher. Até onde apurei, a notícia era verdadeira, mas o fato caiu em descrédito entre os amigos. Sabiam que o repórter em questão ganhava uns trocado do rival do agressor.

Eles não conheciam o termo técnico para esta prática: o jabá. Por sinal, este alimento fazia parte do cardápio dos amigos.

O jabá costuma ser salgado e este sal que conserva a carne bovina pode ser um problema para a saúde. Os amigos em questão, por exemplo,eram todos obesos e com problemas cardíacos. No meio jornalístico, o sal que faz engordar a conta do infrator também é responsável por estragar as artérias que levam o trabalho do jornalista a credibilidade.

Após a constatação de que o repórter era corrupto, os amigos deixaram o assunto de lado. Eles tinham em mente a seguinte lógica: se a agressão fosse verdadeira, a história seria alvo do canal rival. Pode até ser gostoso, mas o jabá leva o jornalista a lugar nenhum. Melhor, leva sim: para demissão. Nenhum patrão vai querer essa fama para seu jornal. A não ser que ele seja jabazeiro também.

A história em questão é fictícia. Qualquer semelhança é pura coincidência.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vamos imaginar que a morte seja uma pessoa. Uma pessoa sem corpo, um espírito, não quero confusão quanto ao sexo da morte.
Vamos imaginar que a morte usa preto. Tem uma foice. E goste de aparecer e dizer: "hahahaha", com eco.
Vamos imaginar que essa pessoa, a morte, gosta de dar espetáculo em seu trabalho. Ela ceifa as vidas com mais prazer quando provoca tragédias.
Vamos imaginar que a morte gosta de mídia. Quanto mais seus serviços aparecem na imprensa, melhor.
Vamos imaginar que, além da morte, a curiosidade também é uma pessoa. E a morte e a curiosidade fizeram um pacto eterno.
O pacto é o seguinte: as pessoas humanas são atiçadas quando um outro humano passa pelas mãos da morte.
Só assim entendo porque o noticiário do IML é recorde de audiência.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

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