Mostrando postagens com marcador campeonato sergipano 2013. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campeonato sergipano 2013. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Givanildo Sales
Givanildo Sales exige pressão nos primeiros 15 minutos
Os torcedores do Fluminense não irão gostar deste texto. Vou mostrar neste artigo que o time do Sergipe, campeão recentemente do Campeonato Sergipano e o líder do grupo A4 do Campeonato Brasileiro da série D usa a mesma tática da LDU, campeã da Copa Libertadores e Sul-americano.

Uma característica marcante da LDU comandada em 2008 por Edgardo Bauza e em 2009 por Jorge Fossati era atacar os 15 minutos iniciais e os 15 minutos finais de cada tempo. Não é atoa que 90% dos gols da equipe equatoriana saíram neste espaço de tempo nestas competições.

A mesma estatística acontece com o Sergipe, comandado por Givanildo Sales em 2013. Dos gols marcados no Estadual e no Campeonato Brasileiro, mais de 80% aconteceram entre os 15 minutos iniciais e finais. Entre estes períodos, o time tenta manter a posse de bola em seu campo.

Edgardo Bauzo
Edgardo Bauzo deu ao LDU um título inédito
É uma estratégia interessante! Pois é nesta faixa de tempo que os times estão mais 'relaxados' e um gol logo de início obriga o rival abrir a defesa. Um tento na parte final elimina as possibilidades de reação do adversário. A última vítima do Sergipe foi o Juazeirense, que levou o primeiro gol aos 11 minutos do 1º tempo, se abriu tanto, que levou mais cinco depois.

Givanildo Sales pede a mesma coisa que Edgardo Bauzo e Jorge Fossati pediam aos seus atletas. Foi assim, que o grupo colorado acabou com um jejum de títulos que durava nove anos. Quem sabe não entram para história ao subir o Sergipe para terceira divisão no Campeonato Brasileiro.

Apesar das semelhanças e disputar torneios inferiores, o Sergipe mostra que tem mais recursos. Enquanto a equipe equatoriana abusa das jogadas pela direita, com Urrutia (2008) e Guerrón (2009). A equipe sergipana também joga pelas pontas, mas usa as duas, sempre com cruzamentos em direção a Leandro Kível e Lucão.

Você pode ler também
  1. Lições do Cartola para montar times de futebol
  2. A função do jornalismo esportivo
  3. Muitos caciques para poucos índios no Club Sportivo Sergipe

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sempre admirei algumas ligas amadoras das cidades do interior da Bahia e de Aracaju, capital de Sergipe. São torneios municipais, com equipes de bairros, mas funcionam com a mesma metodologia da Premier League, por exemplo: organização.

Definição de organização: 1 Ato ou efeito de organizar. 2 Estado do que se acha organizado. 3 Disposição de alguma coisa para poder funcionar. 4 Modo como um ser vivo é organizado. 5 Estrutura ou conformação das diferentes partes do corpo. 6 Disposição e constituição física do corpo humano; organismo. 7 Constituição moral ou intelectual. 8 Constituição de um estabelecimento público ou particular. 9 Estudo dos elementos e condições da constituição e funcionamento das empresas e serviços públicos; arte ou ciência da organização (Dicionário Michaelis).

Em nosso caso, nos interessa os itens 1 e 3.

Seguindo estas duas premissas, o futebol sergipano inverte a ordem de alguns torneios amadores. São profissionais. Sim! A maioria recebe por isso. Mas estão longe de alcançar o status de organizado.

O ápice da desorganização aconteceu nesta quarta-feira, no Estádio Batistão, em Aracaju, entre Confiança e América, pela décima rodada do Campeonato Sergipano. Dois jogadores do América passaram mal após o confronto.

Eles precisaram de atendimento médico pois jogaram 90 minutos sem alimentação adequada. O máximo que conseguiram antes da peleja foi uns biscoitos e um pastel cedido pela Associação dos Cronistas Esportivos de Sergipe.

Só o fato em si já é bastante constrangedor. O treinador se emocionou com a recuperação de um dos atletas que passaram mal. Ele melhorou com a alimentação de um simples sanduíche. Mas pasmem, a declaração do dirigente tricolor mostrou que o buraco é mais embaixo (confira as duas matérias do GLOBOESPORTE.COM aqui e aqui)

- A gente lamenta essa situação. Isso tudo é reflexo da falta de apoio da Federação Sergipana de Futebol, do Banese (patrocinador da competição) e da Prefeitura de Propriá, que não nos dá apoio nenhum. O atual prefeito do município nunca nos ajudou. O Banese prometeu apoio e até agora nada. A FSF nos obriga a jogar fora de casa, com isso nossas despesas só aumentam. O que aconteceu foi o seguinte. Para economizar no custo das viagens, estamos embarcando no mesmo ônibus o juniores e o profissional. Com isso, partimos para a viagem às 15h, mais cedo, chegando ao estádio às 17h. Se os jogadores fossem jantar antes do jogo, não iriam conseguir jogar. Nós combinamos que eles jantariam após o jogo, na volta para Maruim, porque não temos dinheiro para jantar em Aracaju, mas infelizmente aconteceu isso. De qualquer forma, alimentação eles têm. Ninguém passa fome, se passassem, os atletas estariam mortos. Mas reconhecemos que a alimentação não é a ideal para um atleta - desabafou Joaquim Feitosa.

- Chegamos ao nosso limite. Estamos carregando esse clube nas costas desde o ano passado, sem o apoio de ninguém. Vou tirar o time de Maruim. Vamos voltar para Propriá e vamos ter que contar com a ajuda do torcedor. Ele que vai nos ajudar agora. Só podemos recorrer a ele. O torcedor do América vai ter que nos ajudar nessa questão da comida. Se ninguém nos apoiar e eu sentir que estamos sozinhos vamos abandonar o Campeonato Sergipano. Vai ser W.O até o final. Não vou ter medo de represálias. Não importa o que vai acontecer depois. Vamos abondonar sim.

Para mim isso é uma grande surpresa. Um milagre para falar a verdade. Era para estarmos sem nenhum ponto pelas nossas condições. Com uma folha de R$ 17 mil, ainda estamos na frente de times com folha de R$ 150. Mas se fizermos zero ponto daqui para o final não será nenhuma surpresa. Todos aqui estão no limite. A situação é essa. Levamos prejuízo jogo após jogo - concluiu Joaquim.


Com estas declarações, Joaquim Feitosa culpa a Federação por exigir o mínimo de organização em seu principal certame (a entidade obrigou iluminação artificial para não ter jogo meio dia); culpa o Banese por não atender o clube, sendo que o Banco Estatal patrocina o torneio e não os participantes dele; e culpa a Prefeitura de sua cidade, que, convenhamos, não tem obrigação nenhum com entidades privadas.

A pergunta é: e qual é a culpa de Joaquim Feitosa neste fato? A resposta é: toda. Mas ele não admite seus erros. Ele e seus colegas dirigentes do poderoso e profissional futebol sergipano alegam irresponsabilidade alheia e que se fossem os donos da bola as coisas seriam diferentes. Seriam: bem piores!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Após três rodadas da Copa Governador do Estado, primeira fase do Campeonato Sergipano, Sergipe e Lagarto lideram seus grupos. O time da capital está impossível, 100% com nove pontos, na chave A. Já os lagartenses dividem o posto com o Socorrense na chave B, mas superam o Siri no saldo de gols.

 

Das oito equipes que disputam esta fase, apenas o River Plate não atende as expectativas. Uma vitória, um empate e uma derrota.

 

Já o Sergipe voltou a mostrar porque é o maior detentor de títulos estaduais. O torcedor iniciou a temporada 2012 com os óculos escuros da desconfiança. Com nove temporadas seguidas sem erguer uma taça, o time do Bairro Siqueira Campos ainda se viu em uma turbulenta crise política, ue culminou com o pedido de renuncia do presidente, Genisson Silva. Decisão que deixou o corado até hoje sob os cuidados do conselho deliberativo.

 

Nos campos, os jogadores comandados por Givanildo Sales estão ignorando a falta de comando fora deles. São três vitórias: 1 a 0 conta América, 2 a 0 contra o Olímpico e 3 a 1 contra o Boca Júnior. É disparado a melhor equipe até agora no certame.

 

Na outra chave as coisas estão emboladas. Mas o Lagarto mostra uma certa maturidade. A equipe comandada por Fernando Dourado não começou tão bem, dois empates com os principais rivais: 0 a 0 com Socorrense e 1 a 1 com o River Plate. Mas foram à forra contra o Estanciano: vitória por 3 a 1.

 

Só não disparou no grupo porque Edmilson Santos também tem seus truques para fazer do jovem time do Socorrense segundo colocado, com os mesmos cinco pontos do Lagarto.

 

Boca Júnior, Olímpico, América e Estanciano parecem que realmente vão brigar para não cair. A sorte deles é que este primeiro turno em nada interfere no Estadual.

 

Subscribe to RSS Feed Follow me on Twitter!