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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Esta foi à sugestão de post do Hugo Borges. Ele segue o Isca do Jornalista no Facebook. Siga o blog AQUI.

O Hugo Borges é radialista, deve ter noções mínimas de filmagens. Mas transformar isso em negócio exige muita reflexão. Primeiro é preciso saber se vai trabalhar com animações ou vídeos reais, como casamentos, feiras, cultos, festinhas de criança e etc. Segundo, saber o público alvo. Exemplo: é para TV ou para internet.

Sabendo para quem você vai trabalhar, é hora de escolher bem os equipamentos. As câmeras DSLR atendem bem às duas demandas e pode ser um bom começo.

Montar uma produtora pode ser um negócio bem rentável, principalmente com a lei 12.484, que obriga todas as emissoras do país, seja aberta ou não, a comprar programas de produtoras independentes. Tem ainda a internet, que pode ser um bom nicho.

Recomendo a leitura deste artigo para melhor compreensão do assunto.

Se puder investir um pouco mais, leia o livro "Faça Seu Filme", de Érico Alessandro. Baixe AQUI

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Estou acompanhando o desafio do colega jornalista sergipano Cristian Góes em provar que não é criminoso por escrever crônicas. Não conheço o comunicador pessoalmente, apenas seu trabalho como presidente do Sindicato dos Jornalistas em Sergipe, também não conheço o autor da ação judicial, o desembargador Edson Ulisses, por isso, me aterei aos fatos.

Fato 1: o jornalista escreveu uma crônica ficcional descrevendo como age um coronel. Não cita nomes, não cita fatos e deixa claro que o texto não é um fato jornalístico.

Fato 2: o desembargador se sentiu ofendido com o artigo e processou o jornalista de injúria, pois o texto ''deu a entender'', como diz a sentença, que a expressão ''jagunço das leis'' seria uma referência a ele, Ulisses.

Fato 3: o Juiz de Direito Substituto, Luiz Eduardo Araújo Portela, condenou o réu a sete meses e 16 dias de detenção.

Opinião 1: é crime escrever crônicas, contos, romances, textos jornalísticos, etc? Não! Muito pelo contrário, faz parte do processo democrático. Assim, entendo que o fato 1 não justifica uma condenação a sete meses e 16 dias de detenção, pena que foi convertida em prestação de serviços em entidade assistencial.

Opinião 2: apesar disto, o fato 2 tem sua legitimação. Afinal, o desembargador se sentiu ofendido, por ser cunhado do governador Marcelo Deda, e o termo 'jagunço da lei' poderia ser uma provocação à sua pessoa. Mas o processo não precisava ir tão longe.

Opinião 3: se o fato 2 não foi nenhum absurdo, o fato 3 acredito que sim. Como é que se condena uma pessoa, em um país que dá liberdade de expressão aos seus cidadãos, por ter escrito um texto ficcional? Ouço músicas com ameaças a policiais, com referências claras a atos sexuais, vandalismos e baboseiras do nível e ninguém, até agora, foi considerado criminoso por isso.

Ora, até onde eu sei, ficção é fruto da imaginação do autor e ele tem direito a divulgar suas imaginações. Embora toda ficção reflita a realidade, não é um fato e não pode ser tratada como tal.

Espero que a decisão seja revogada, pois ficará insuportável se dedicar a escrita ficcional neste país. Imagine artigo como este.


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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Uma vez meu pai tentou ensinar este blogueiro a remar. Foi no Rio Grande, no Oeste da Bahia. E, segundo ele, o segredo para não ficar dando voltas em si era usar um lado de cada vez.

"Direita e esquerda. Esquerda e direita. Não importa a ordem, mas tem que ser um de cada vez", dizia ele.

Conto esta história para falar dos confrontos que temos durante a Copa das Confederações em todo o país. É insuportável viver em um país que torra nosso dinheiro com corrupção e os protestos são válidos.

Eu poderia estar na luta, como eles falam. Mas quando o assunto é bater e apanhar, quebrar e ser quebrado, discordo dos protestos. E óbvio, sou contra os excessos da polícia.

O motivo é óbvio, não sou fã de extremismo. Logo, não comungo com extremistas.

Extremistas podem ser gente boas, honestas, mas eles tem um pequeno problema: coam um mosquito e engolem um elefante. E isso é a regra. Na euforia de defender seus interesses passam por cima dos seus próprios ideais.

O que vejo nestes protestos? O Brasil dando voltas em seus interesses e esquecendo de remar para frente. O confronto violento poderia ser um dos lados da navegação, mas aprendi com a ditadura e similares que na porrada o sujeito não anda, ele cai.

Escrevi este post antes de cobrir os protestos em Aracaju. Por isso, esta opinião não se refere ao movimento sergipano. Em breve conto como foi a experiência. Aguarde!

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Quando se ouve o termo comparsa no Brasil a ideia que se tem é de aliados de bandidos. Mas foi só o radialista, jornalista e deputado estadual de Sergipe Gilmar Carvalho chamar os vereadores de comparsas de Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju, que a palavra ganhou outro significado.

É bem verdade que o termo não é compreendido em sua inteireza. Segundo o dicionário a palavra italiana significa basicamente um figurante de uma peça.

É fácil imaginar. Já viram em novelas, filmes e peças teatrais personagens que não aparecem e se o fizesse em nada mudaria a história, está ali só para apoiar o personagem principal? Esta é a ideia original da palavra comparsa.

Não sei medir a sinceridade de Gilmar quando diz que não usou o termo de forma negativa, mas que ele deu outro significado deu. Agora, todos os vereadores de Aracaju são comparsas, dando a entender que são companheiros.

De qualquer forma, juntando Gilmar Carvalho, os vereadores e o prefeito de Aracaju está difícil saber quem é o personagem principal desta história. No máximo o líder da comparsaria.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011




Sim! O mundo não funciona como antes. As guerras de hoje são mais eficientes, e por isso mais chatas, que as de ontem. O mecanismo de repressão que funcionava nos tempos de nossos pais não funciona com os filhos. Os protestos de agora são mais tecnológicos que necessariamente ideológicos. Político, cidadãos, imprensa, o estado em geral precisam entender essa premissa: não se faz hoje como se fazia antigamente. Até o sexo é diferente. Mas deixemos essa reflexão para depois.

Os egípcios estão protestando contra o seu governante, que está no poder há 30 anos. Em resposta, Hosni Mubarak manda vê com seus recursos bélicos e tecnológicos. Mas Hosni e população ainda não aderiram ao novo mundo.

Imagino que a confusão começou assim:

Os egípcios cansaram de ser mandado pelo mesmo cara. O tal cara resolveu deixar o osso para o filho roer. A população não gostou desse negócio de Mubarak Junior. O pai não gostou da rejeição ao filho. Os conselheiros de Hosni o aconselharam a mudar de ideia. Ele não gostou da rejeição e dos conselhos e começou a derramar sua ira. Prendeu alguns jornalistas (a culpa é sempre nossa), a população protestou. O chefão resolveu dar toque de recolher. A população aumentou o protesto. A autoridade até agora máxima resolveu ampliar o toque de recolher. A população aumentou e ampliou os protestos. E a situação é de conflito civil na cidade que um dia recebeu Jesus.

Mas a culpa de tudo isso é o Twitter. Um protestante viu nesta ferramenta que eles podem tirar um poder seguindo o exemplo dos vizinhos, a Tunísia. Cancelaram a internet, mas o relacionador de pessoas continua ativo. E eles se comunicam excitando mais pessoas a protestarem.

Mas espera aí! No Egito tem eleições! E elas serão em setembro. Se são maioria, o povo tirar o tal Mubarak do poder. Mas se houver corrupção? Bom, aí não sei resolver. O que sei é que muitos países ainda não captaram a ideia da democracia. Nem povo, nem líderes.

Pior, o líder acha que uma lei metequefre vai impedir o povo de ir às ruas. Com o Twitter livre e solto. Eles cortam a internet local, mas não podem cortar de todo o mundo. Os gênios podem acessa-la do Egito por uma conexão no Brasil, por exemplo.

Bom, por essa confusão toda deste texto você já viu que estou mais perdido nesta história que filho de prostituta no dia dos pais. Mas que sei é que o mundo mudou e não suporta mais esse tipo proteste e mais ainda essa forma de governar.

Vamos conversar gente! Temos Twitter para isso.
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