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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Em 2016 existem três possibilidades para o futebol sergipano nos campeonatos nacionais:

  • Clássico sergipano entre Confiança e Estanciano na Série C; 
  • Confiança na serie B e Estanciano na C; 
  • Ou só o Confiança com série, pode ser C ou B. 

Estes cenários são hipotéticos, mas uma coisa se sabe: o Confiança não cai para a Série D. Mesmo só o mínimo acontecendo, a opção três, já reflete uma mudança significativa no futebol sergipano. Imagina a opção 2 virar realidade?

Até 2014, os times sergipanos entravam como azarões nos torneios nacionais. Agora, aos poucos, muda o cenário. O Estado já garantiu uma série em 2016 e pode ter três times disputando o Brasileirão.

Confiança venceu o Fortaleza / Foto GloboEsporte.com
Não é impossível! 

No Confiança, os torcedores mais exigentes podem até desconfiar do time, principalmente ao verem o primeiro tempo contra o Icasa, no último domingo, mas o Dragão já mostrou que não está muito distante dos rivais. Bateu o até então bicho papão, Fortaleza, e vai para reta final sem medos de fantasmas.

É só entrar no G4, pra não mais sair. Para isso só depende dele. Após a primeira fase, são dois jogos para definir se será terceira ou segunda divisão em 2016. Acredito que entrando no G-4, o Confiança sobe.

Para o Estanciano o cenário e um pouco mais árduo. Só depende dele para avançar, mas isso acontecerá na casa do rival. Na última rodada. Ainda assim, terá que enfrentar mais duas 'finais' na segunda e terceira fase, para definir se sobe. Tem time para vencer o Treze, perdeu o primeiro jogo em casa por detalhes de iniciante e esses detalhes parece que foram corrigidos.

Estanciano ignorou os times tradicionais no grupo A-4
O grande problema do Canarinho é a questão física. Os jogadores voam no primeiro tempo e é arrastado no segundo. Conta o Central vencia por 2 a 0 e tomou a virada nos minutos finais. Contra o Serrano só venceu porque o time baiano é muito fraco, perdeu pênalti e tudo e ainda assim levou pressão. É um ponto a ser corrigido. Mesmo assim, é bom ver o Estanciano jogar bem em um grupo considerado o da morte no início. É impossível não acreditar no acesso. O Canarinho deixou de ser o azarão.

 A torcida é para que os dois times subam e se isso acontecer, a pressão que já não é pequena, vai crescer ainda mais no Sergipe e no Itabaiana.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sergipe e Vitória da Conquista

Sergipe encara o Vitória da Conquista neste domingo, nO interior da Bahia, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro da série D. Quem vencer fica com a vaga para a próxima fase e continua na briga pelo acesso à serie C. O time de Aracaju vai com uma pequena vantagem, a do empate.

Durante boa parte da competição o Sergipe esteve em primeiro lugar, mas foi só dois acidentes acontecerem para o time de Givanildo Sales perder o status de favorito. Agora, o colorado tem que provar que não é cavalo paraguaio.

Givanildo desistiu do 4-3-3 e retorna ao esquema tático campeão sergipano: 3-5-2. Na prática o time vai jogar com a mesma característica: pelas laterais e com lançamentos em direção a Leandro Kível e Lucão.

O professor do Bode, Ubirajara Veiga, tem nas mãos uma equipe bem diferente daquela que o Sergipe venceu na primeira rodada. O time está mais experiente, mas ainda sem entrosamento. De qualquer forma, joga em sua casa. Resta saber se a torcida local vai comparecer. Com o Festival de Inverno rolando, acho que teremos um Lomanto Júnior bem frio.

No papel o Sergipe é mais time, mas papel só serve para ser rasgado depois. Mesmo assim, acredito no time de Aracaju.

 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sempre admirei algumas ligas amadoras das cidades do interior da Bahia e de Aracaju, capital de Sergipe. São torneios municipais, com equipes de bairros, mas funcionam com a mesma metodologia da Premier League, por exemplo: organização.

Definição de organização: 1 Ato ou efeito de organizar. 2 Estado do que se acha organizado. 3 Disposição de alguma coisa para poder funcionar. 4 Modo como um ser vivo é organizado. 5 Estrutura ou conformação das diferentes partes do corpo. 6 Disposição e constituição física do corpo humano; organismo. 7 Constituição moral ou intelectual. 8 Constituição de um estabelecimento público ou particular. 9 Estudo dos elementos e condições da constituição e funcionamento das empresas e serviços públicos; arte ou ciência da organização (Dicionário Michaelis).

Em nosso caso, nos interessa os itens 1 e 3.

Seguindo estas duas premissas, o futebol sergipano inverte a ordem de alguns torneios amadores. São profissionais. Sim! A maioria recebe por isso. Mas estão longe de alcançar o status de organizado.

O ápice da desorganização aconteceu nesta quarta-feira, no Estádio Batistão, em Aracaju, entre Confiança e América, pela décima rodada do Campeonato Sergipano. Dois jogadores do América passaram mal após o confronto.

Eles precisaram de atendimento médico pois jogaram 90 minutos sem alimentação adequada. O máximo que conseguiram antes da peleja foi uns biscoitos e um pastel cedido pela Associação dos Cronistas Esportivos de Sergipe.

Só o fato em si já é bastante constrangedor. O treinador se emocionou com a recuperação de um dos atletas que passaram mal. Ele melhorou com a alimentação de um simples sanduíche. Mas pasmem, a declaração do dirigente tricolor mostrou que o buraco é mais embaixo (confira as duas matérias do GLOBOESPORTE.COM aqui e aqui)

- A gente lamenta essa situação. Isso tudo é reflexo da falta de apoio da Federação Sergipana de Futebol, do Banese (patrocinador da competição) e da Prefeitura de Propriá, que não nos dá apoio nenhum. O atual prefeito do município nunca nos ajudou. O Banese prometeu apoio e até agora nada. A FSF nos obriga a jogar fora de casa, com isso nossas despesas só aumentam. O que aconteceu foi o seguinte. Para economizar no custo das viagens, estamos embarcando no mesmo ônibus o juniores e o profissional. Com isso, partimos para a viagem às 15h, mais cedo, chegando ao estádio às 17h. Se os jogadores fossem jantar antes do jogo, não iriam conseguir jogar. Nós combinamos que eles jantariam após o jogo, na volta para Maruim, porque não temos dinheiro para jantar em Aracaju, mas infelizmente aconteceu isso. De qualquer forma, alimentação eles têm. Ninguém passa fome, se passassem, os atletas estariam mortos. Mas reconhecemos que a alimentação não é a ideal para um atleta - desabafou Joaquim Feitosa.

- Chegamos ao nosso limite. Estamos carregando esse clube nas costas desde o ano passado, sem o apoio de ninguém. Vou tirar o time de Maruim. Vamos voltar para Propriá e vamos ter que contar com a ajuda do torcedor. Ele que vai nos ajudar agora. Só podemos recorrer a ele. O torcedor do América vai ter que nos ajudar nessa questão da comida. Se ninguém nos apoiar e eu sentir que estamos sozinhos vamos abandonar o Campeonato Sergipano. Vai ser W.O até o final. Não vou ter medo de represálias. Não importa o que vai acontecer depois. Vamos abondonar sim.

Para mim isso é uma grande surpresa. Um milagre para falar a verdade. Era para estarmos sem nenhum ponto pelas nossas condições. Com uma folha de R$ 17 mil, ainda estamos na frente de times com folha de R$ 150. Mas se fizermos zero ponto daqui para o final não será nenhuma surpresa. Todos aqui estão no limite. A situação é essa. Levamos prejuízo jogo após jogo - concluiu Joaquim.


Com estas declarações, Joaquim Feitosa culpa a Federação por exigir o mínimo de organização em seu principal certame (a entidade obrigou iluminação artificial para não ter jogo meio dia); culpa o Banese por não atender o clube, sendo que o Banco Estatal patrocina o torneio e não os participantes dele; e culpa a Prefeitura de sua cidade, que, convenhamos, não tem obrigação nenhum com entidades privadas.

A pergunta é: e qual é a culpa de Joaquim Feitosa neste fato? A resposta é: toda. Mas ele não admite seus erros. Ele e seus colegas dirigentes do poderoso e profissional futebol sergipano alegam irresponsabilidade alheia e que se fossem os donos da bola as coisas seriam diferentes. Seriam: bem piores!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Os dirigentes de futebol em Sergipe estão de férias, pelo menos os da primeira divisão. Como o Estado continua por baixo, seria legal os responsáveis pelos clubes comecarem a pensar no elenco 2013. Uma boa sugestão é montar as equipes como se monta o Cartola FC.
É isso aí! Usar o que o game do Sportv tem de melhor para montar um time competitivo no Campeonato Sergipano, Nordestino e Copa do Brasil.
Dinheiro
Para começar, é preciso saber quanto tem no bolso. Assim como no Cartola FC você precisa primeiro montar times para ganhar dinheiro, o mesmo acontece na vida real. Suas metas devem olhar quanto se pode gastar. Seria uma zebra muuuuuuuito grande um time com folha salarial abaixo dos R$ 50 mil reais levantar o caneco.
Se não tem, é preciso apostar em jogadores baratos, que possam render uma grana para montar um time mais forte na temporada seguinte. Se tem dinheiro no bolso, é bom abrir a mão e investir.
Time
Mas dinheiro não é tudo. É preciso escolher bem os jogadores. No Cartola FC, um jogador caro pode render um prejuízo do tamanho de sua grandeza. Por isso é preciso saber colocar na ponto do lápis todos prols e contras da contratação. Por isso não vale só olhar o DVD do empresário.
Média
Na hora de contratar o dirigente tem que pensar na média que o jogador fez durante sua pesquisa. Em um jogo ele pode ser muito bom, em outro não. O que vai dizer se ele é bom é a sua média. Por isso é importante olhar no mínimo cinco jogos. De preferencia pessoalmente. Não dá para confiar em empresários, ou no assistente técnico do Cartola FC
Falando em média, é preciso ter noção do que meu pai chama de ser perfeito. Para meu velho, perfeição é quando um ser ou um objeto cumpre sua missão. Ou seja, se o cara é zagueiro, sua missão é defender, não vale contratar só porque ele faz gol de cabeça. O que tem que levar em conta é sua média de desarmes, faltas e cartões.
Variedades
Outra coisa que funciona bem no Cartola e pode funcionar no seu time é a variação do tipo de jogador. Fazer duas ou três grandes contratações e apostar em quatro ou cinco da base pode não levar ao título, mas não vai brigar para não cair.
A única coisa que o dirigente não pode aprender com o Cartola FC é a contratação do técnico. Em bora faça sentido o cara ter a média que todos os seus jogadores em campo, na realidade não é bem assim que funciona. Treinador precisa deixar todos os jogadores do grupo em condições de jogo para o bem do grupo e não ficar com desempenho individual.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O gol aos 46 minutos do segundo tempo, ou mais, é um feito Hércules para o clube que fez e uma tragédia para o que levou. Para jornalista esportivo que cobre a peleja uma dor de cabeça.

Imagine você, um time empatando e vence, ou perde, nos acréscimos do árbitro. A alegria da vitória suada para o vencedor e o choro amargo de quem viu escapar por entre os dedos os três pontos.

Para o jornalista esportivo, esse gol fora do tempo não é nada mais que recriar todo o texto em cima da hora. Um saco!

Nesta quarta-feira, o Confiança vencia o Sousa por 2 a 1 no Batistão pela Copa do Nordeste. Os proletários já comemoravam a vitoria de virada? No apagar das luzes levou o gol de empate. Quem trabalha com on-line, como eu, teve que refazer toda crônica por conta daquele miserável gol de Márcio Tarrafas.

Imagina o repórter de TV que já fez sua passagem com a vitória do time e ver aquele gol fantasma mudar todo seu off. E o repórter do impresso? Ele já avançou o deadline e agora terá que gritar na gráfica: parem as máquinas! Saiu um gol inesperado nos acréscimos! Te garanto que o texto sairá com 'probemas de dgitação'.

Para o Confiança e o Sousa sobrou lamentos. Afinal, o empate não ajudou em nada em suas pretensões. Melhor para o time sergipana que ainda está na zona de classificação. Para nós jornalistas, o texto saiu do mesmo jeito. Apenas com uma pitada de azedume por um gol nos acréscimos.

 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Três rodadas da Copa do Nordeste se passaram e o clima de euforia continua em Sergipe. E não é para menos. Os torcedores de Confiança Itabaiana têm motivos para isso. As duas equipes estão na zona de classificação e mais que isso: praticando bom futebol contra gigantes da Região.

O Confiança montou um ferrolho azul sob a regência de Nadélio Rocha. De todos os clubes, o time é o que melhor se comporta taticamente. Conta com as boas defesas de Fábio, e a boa marcação de Renê, Alexandre e Lismar. No ataque, usa os velocistas Da Silva e Diego Neves. Para ligar os setores, Paulinho Mossoró cumpre bem o papel de camisa 10.

No returno, a equipe da capital sergipana terá problemas. Paulinho Mossoró e Alexandre não devem jogar as duas próximas partidas. Um problemão para o esquema tático de Nadélio. Mas contra o Sousa não deve ser tão difícil conseguir mais seis pontos. O problema será contra Sport e o mordido Fortaleza.

Enquanto isso, o Itabaiana tenta sobreviver no grupo da morte. Orientados por Freitas Nascimento, a equipe mostra falhas de finalização, mas joga com frieza quando está sem a bola.

O destaque dos serranos é o atacante Thiago Furlan. Mas ele não joga sozinho. Tem a cadência do experiente Raulino, a velocidade e os cruzamentos precisos de Júnior e a boa defesa de Sérvulo.

A equipe não podia ter empatado contra o Ceará em casa. Sobrou para o ABC, única equipe que não atendeu até aqui as expectativas. Deve sair com outra vitória de Natal. A sorte será lançada no duelo com o Ceará, em Fortaleza, e Bahia, em casa.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Após três rodadas da Copa Governador do Estado, primeira fase do Campeonato Sergipano, Sergipe e Lagarto lideram seus grupos. O time da capital está impossível, 100% com nove pontos, na chave A. Já os lagartenses dividem o posto com o Socorrense na chave B, mas superam o Siri no saldo de gols.

 

Das oito equipes que disputam esta fase, apenas o River Plate não atende as expectativas. Uma vitória, um empate e uma derrota.

 

Já o Sergipe voltou a mostrar porque é o maior detentor de títulos estaduais. O torcedor iniciou a temporada 2012 com os óculos escuros da desconfiança. Com nove temporadas seguidas sem erguer uma taça, o time do Bairro Siqueira Campos ainda se viu em uma turbulenta crise política, ue culminou com o pedido de renuncia do presidente, Genisson Silva. Decisão que deixou o corado até hoje sob os cuidados do conselho deliberativo.

 

Nos campos, os jogadores comandados por Givanildo Sales estão ignorando a falta de comando fora deles. São três vitórias: 1 a 0 conta América, 2 a 0 contra o Olímpico e 3 a 1 contra o Boca Júnior. É disparado a melhor equipe até agora no certame.

 

Na outra chave as coisas estão emboladas. Mas o Lagarto mostra uma certa maturidade. A equipe comandada por Fernando Dourado não começou tão bem, dois empates com os principais rivais: 0 a 0 com Socorrense e 1 a 1 com o River Plate. Mas foram à forra contra o Estanciano: vitória por 3 a 1.

 

Só não disparou no grupo porque Edmilson Santos também tem seus truques para fazer do jovem time do Socorrense segundo colocado, com os mesmos cinco pontos do Lagarto.

 

Boca Júnior, Olímpico, América e Estanciano parecem que realmente vão brigar para não cair. A sorte deles é que este primeiro turno em nada interfere no Estadual.

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação. Em uma sociedade moderna, os meios de comunicação tornaram-se os principais fornecedores de informação e opinião sobre assuntos públicos, mas o papel do jornalismo, juntamente com outras formas de mídia, está sofrendo modificações, decorrentes da expansão da Internet.
 
Charge é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com um ou mais personagens envolvidos.


Inicio o post com duas definições retiradas do site Wilkipédia, para ser bem simplista na exposição a seguir.

Ainda estou sem entender a repercussão negativa que tomou a charge: ‘As velhas novidades do Confiança’, publicadas no Globoepsorte.com/se. A direção do Confiança e alguns de seus torcedores alegam que a publicação desrespeitou o clube, os jogadores e sua torcida.

Como membro da equipe do Globoesporte.com posso garantir a todos que não houve nenhuma intenção em denegrir ninguém. A ideia era mostrar, de forma descontraída, o que os torcedores do Confiança achavam dos reforços anunciados. As falas foram retiradas na comunidade da referida torcida no site Facebook.com.

A publicação seguiu todos os critérios jornalísticos, embora o conteúdo em si não seja, para mostrar que não era bem isso que o torcedor queria. Em nenhum momento dissemos que os jogadores, Valdson e Da Silva, não poderiam mostrar futebol de qualidade devido seu histórico.

Por tanto, a repercussão me gera interrogações. A gente sabia que esse tipo de publicação não iria agradar boa parte dos envolvidos. Mas não fazemos jornalismo para bajular equipe A, B ou o alfabeto todo. A força propulsora de nossa atividade são os fatos. E é fato, inegável, que o torcedor não gostou. Foi isso que eles expuseram nas redes sociais e foi isso que a publicação passou.

Se o repúdio emitido pelo clube me causa estranheza, a surpresa foi maior ainda vindo de um presidente que é formado em jornalismo. Todos têm o direito de expor suas queixas, é um direto constitucional do brasileiro e o jornalista deve investir que esse direito não seja apenas teórico.

Mas, tentar impedir que opiniões não sejam publicadas sobre a premissa de que isso não ajuda o futebol é no mínimo ridículo, para não dizer crime. Será que o Confiança repensou as contratações após a charge? Será que o jogador não irá surpreender o torcedor, pois ficou magoado com a publicação? Seria o papel da imprensa esconder uma insatisfação comprovada para evoluir o futebol local? Respondo com uma palavra: não.

É fato, também, que o Confiança é o clube mais organizado de Sergipe. Assim sendo, torna-se desnecessário a tempestade em copo de água.

Não gostou da publicação? Exponha! Tem direito a isso. Agora, tentar amordaçar, pelo pretexto de que determinado tipo de prática jornalística não contribui é realmente repugnante. Só para lembrar, não estamos na ditadura.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O título é pesado, mas é a realidade dos fatos. Em nome do profissionalismo fake, jogadores e técnicos deixam dirigentes reféns do mercado e pior: não conquistam nada com estes pilantras.

É cada vez mais raro encontrar profissionais como Muricy Ramalho. Mesmo diante da possibilidade de realizar um sonho pessoal e profissional, dirigir a Seleção Brasileira, preferiu manter a palavra e cumprir o contrato.

No futebol sergipano molecagem é pouco para definir o que fazem. Incentivados por empresários vagabundos, eles acertam salários com o clube e chegam a se apresentar, mas um telefonema com propostas melhores o fazem rasgar o contrato e partir para outra agremiação.

E o que eles justificam? O tal do profissionalismo. Mas e a hombridade? E o caráter?

O caso mais recente, e vergonhoso, é o do Cristian, meia que, infelizmente, já defendeu o Palmeiras, assinou com o Itabaiana, mas um telefonema do Azerbaijão, fez o tal profissional nem conhecer seus colegas.

Agora, com a competição em andamento, tem jogadores deixando a Serra sergipana para ganhar uns trocados a mais. Um empresário apresenta a proposta e o atleta, feliz com a verba, avisa aos diretores que só ficam se a oferta for coberta. Pardal resolveu 'multar' na Paraíba.

Isto me lembra os políticos. Defendem uma bandeira na propaganda eleitoral, mas, após uma articulação de ideia$, eles se aliam com antigos desafetos.

Molecagem, vagabundagem, falta de caráter. Desculpem pela redundância. Mas isso o que eles fazem é tudo o que disse a cima, menos profissionalismo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Sergipe voltou aos trabalhos na última segunda-feira, quando anunciou o técnico Pedro Costa. Além do treinador, o colorado anunciou a saída de Ramon Barbosa do departamento de futebol e empossou quatro conselheiros no lugar: Reinaldo Moura, Ari Rezende, Beto Hora e Sílvio Santos.

É o Sergipe com medo do coronelismo implantado pelo ex-presidente Motinha, que decidia tudo sozinho. O problema é que o estádio João Hora terá agora muitos caciques para poucos índios.

Como a direção de futebol do clube ainda não é 100% profissional, vai ter muita gente para mandar com poucos para obedecer. No final, corre o risco de um deixar para o outro e vice-versa.

É só olhar para o desentrosamento dos diretores. Quando um jornalista liga para o supervisor de futebol, ele dá uma informação diferente que o gerente, o técnico e o presidente.

Pelo menos contrataram um assessor de comunicação, o excelente profissional Marcos Borges. Espera-se que ele receba as informações corretas. Isso, se ele não for mais um cacique.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Neste domingo (11/03/12) começa a semifinal da Taça Cidade de Aracaju, primeiro turno do Campeonato Sergipano. São Domingos recebe a surpresa Socorrense e o River Plate o Itabaiana.

Com todo respeito a São Domingos e Socorrense, Itabaiana e River fazem uma final antecipada. Foram as equipes que melhor jogaram neste estadual.

O Itabaiana leva uma pequena vantagem frente ao time de Carmópolis. O River entra em campo desgastado pelo jogo contra o Grêmio, na Copa do Brasil. O time serrano não jogou no meio de semana e tem melhores condições físicas. Aliás, os tricolores venceram os petroleiros nas duas partidas da primeira fase graças ao vigor físico.

Com três anos jogando como grande no futebol sergipano, o São Domingos tem ligeira vantagem, apesar do desgaste no empate com o Vitória, pela Copa do Brasil, na quinta-feira. Mas o Socorrense, grata surpresa da Grande Aracaju, tem a vantagem decidir em casa e tem condições de chegar afinal.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O que parecia ser um massacre do Grêmio em cima do River Plate de Carmópolis, Sergipe, virou uma vitória suada para o time do Sul, jogando pela Copa do Brasil, no estádio do Batistão. O placar foi de 3 a 2 para os comandados de Vanderlei Luxemburgo, mas poderia ser uma zebra daquelas.

A derrota do River Plate aconteceu por dois motivos: a expulsão do zagueiro Bebeto e as condições físicas do time de Carmópolis. Credita-se, ainda, ao fato de o primeiro gol da equipe gaúcha ser irregular.

Foto Jorge Henrique
O gol contra de Fernando Belém, que ele jura que foi do companheiro Wallace, deveria ser anulado, mas a arbitragem não interferiu no resultado. O pernambucano Emerson Luiz Sobral não marcou um toque de mão da zaga sergipana dentro da área.

A expulsão do zagueiro Bebeto, que foi justa, mudou o comportamento das equipes. O River que caçava virou caça e vice-versa para o Grêmio. Mesmo com um a menos, os sergipanos conseguiam dar uns sustos.

Mas o preparo físico foi para espaço. Sem pernas e diante de um adversário que sabe vencer na raça, o River não conseguiu parar os ataques. Só não foi eliminado no primeiro jogo, porquê não dava mais tempo para o Grêmio marcar.

Agora, é sonhar para que a zebra apareça no estádio Olímpico.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A crise no futebol sergipano parece sem fim. Os times não conseguem emplacar bons resultados em torneios nacionais e não dão espetáculo em competições locais. O Sergipe, maior vencedor do Estado, é a personificação desta má fase com oito anos de jejum de títulos.

Confira a entrevista aqui e aqui

Em entrevista ao site da Fifa, o técnico galês Alex Ferguson, maior treinador da história do futebol mundial, apresenta algumas lições que os clubes sergipanos podem tirar.
Para começar, se você não tem dinheiro, é preciso apostar na base. Se não tem uma, as escolinhas ajudam.

Mas, como os clubes daqui são "grandes" e os garotos sentem a camisa (principal desculpa local para não se apostar na base), o mestre afirma que não se pode contratar olhando apenas DVD.

- Usarei o caso do Javier "Chicharito" Hernández como exemplo. O nosso olheiro-chefe conhecia alguém no México que falou sobre o garoto. Esse foi o primeiro passo. Ele recebeu alguns vídeos de jogos do Chivas e me mostrou. Quando assistimos, pensamos "este garoto promete", mas não dá para decidir uma contratação só vendo DVD. Então, mandei o olheiro-chefe passar um mês no México, para vê-lo em campo e fora dele também. Assim, soubemos que o pai e o avô dele haviam jogado a Copa do Mundo e que ele estava prestes a ser convocado para a seleção. Depois disso, foi muito simples trazê-lo. Cuidamos dos trâmites necessários e fechamos a contratação antes da África do Sul 2010, o que foi importante, porque depois o valor dele aumentaria.

Mas nada disso adianta se os clubes não têm uma característica importante no futebol: paciência. Com a desculpa de que futebol é resultado, nossos dirigentes contratam, demitem, contratam de novo na velocidade da luz.

Mr. Ferguson tem 25 anos a frente Manchester United, 12 títulos nacionais e uma liga dos campeões, ou seja, não ganhou sempre, este ano ele foi eliminado na primeira fase da Liga dos Campeões, mas o cara permaneceu.

Uma boa ideia para os clubes, esta é uma dica deste blogueiro, tendo os resultados como força propulsora, que tal pensar em resultados por campeonato e não por jogos. Assim, demitiriam só após um fracasso em um torneio.

As lições não param por aqui. Seria um bom começo para os clubes respeitarem seus torcedores ao disputarem um torneio, como Campeonato Sergipano, com bons jogadores, pois são eles que enchem os estádios, mesmo saindo da base.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Certa vez, ouvi o jornalista Raimundo Macedo dizer na 930 AM, emissora de rádio de Aracaju, que o treinador Luiz Pondé era uma velha raposa do futebol sergipano.

Após descobrir o significado da comparação e alguns momentos com técnico, tive a confirmação de que ele realmente é uma raposa do futebol... e da imprensa.

Para quem não sabe, quando uma pessoa consegue se livrar do seu adversário diversas vezes, mesmo em condições adversas, é chamada de raposa.

Tive esta confirmação em dois jogos.
No primeiro, uma decisão da Copa Governo do Estado entre São Domingos, time do Pondé, e o América de Propriá. Nas cobranças de pênaltis, o árbitro mandou sair de campo os jogadores que foram expulsos. Advertido por um repórter (eu), ele me mandou ficar quieto, pois o árbitro nem notaria quem estava em campo. Resultado, até ele ficou no gramado.

No segundo, foi mais recente, na primeira rodada do Sergipano 2012 no estádio João Hora. Após o empate do seu Sergipe com o Olímpico, ele conversava comigo e apareceu um repórter de rádio. Repórter que o mesmo não nutre simpatia. Quando o viu, me disse: "vixe lá vem aquele chato, deixe eu simular uma ligação aqui". Resultado, a ligação imaginária fez o radialista entrevistar um médico.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Existem dois tipos de jogadores: os que fazem feio e os que garantem o espetáculo. E os que valem o ingresso são divididos em dois: os que dão shows e os que se deixam ser zoados para a garantia da festa.
Os que dão shows são bem pagos, disputados pelas equipes, ovacionados. Já os que preferem ser zoados são escanteados. Só jogam quando faltam atletas ou quando são os donos da bola, mas ai do futebol se não fossem esses abnegados.
O que seria do Neymar se não fossem os que se lançam propositadamente para serem driblados. Queria ver se ele fazia sucesso se todos fossem como o Thiago Silva, Lúcio, Dedé, Gamarra...
E o Garrincha? Se não fossem os Joãos, que deliberadamente davam o corpo para que o craque das pernas tortas deitasse e rolasse. Os Joãos honravam a alcunha levando elásticos, entre as pernas, dribles da vaca, lençol...
Ou vocês não veem que quando um fura, pisa na bola, chuta longe das arquibancadas, leva a torcida a loucura. Tem até prêmio na TV para quem fura.
Quem ganha a grana, a fama são os que são chamados de craques. Mas ai dos craques se não tivessem aqueles que garantissem o espetáculo dos craques. Eles, os craques, deveriam ter uma cota (leia-se R$) para os pernas de pau, que poderiam estar roubando, matando, mas estão levando dribles.

terça-feira, 18 de outubro de 2011


A torcida pode chamá-lo de burro e de arrogante, a imprensa pode adjetivá-lo de chato e grosso. Mas ninguém pode negar que Maurício Simões é o dono do futebol nordestino. Tanto que ganhou a alcunha de Papa Títulos do Nordeste.

Conheci Maurício Simões na campanha "Vamos Subir Dragão" em 2008. A primeira vez que o entrevistei ele voltava do CRB para tentar recuperar o Confiança na série C do Brasileiro. De cara ele disse: "se vocês (da imprensa) deixarem, começo a treinar o time agora mesmo".

As declarações de Maurício, exclusivamente em tempos de crises, acendiam na maioria da imprensa uma grande raiva. Raiva que era aplacada ao saber que em geral o treinador é boa praça. Até porque depois ele voltava para pedir desculpa, principalmente naqueles repórteres que sabia não haver maldade.

Nos últimos meses, sua irritação alcançou a torcida que não via resultados. Chamou João Pessoa de quintal de Pernambuco, especulou homossexualismo entre jornalistas e trocou de times sem dar satisfação, irritando dirigentes.

Hoje, todos, com raiva ou não, lamentam sua partida.
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